Airbnb movimentou R$ 113,2 bilhões em 2025 no Brasil
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Em Curitiba, parceria com incorporadoras incorpora mais de 2 mil unidades à plataforma
Um relatório elaborado pela FGV mensura os impactos econômicos do Airbnb no Brasil durante o ano de 2025. E revela o tamanho desta fatia de mercado entre os imóveis disponibilizados para locação. O estudo estimou uma movimentação de R$ 113,2 bilhões em aluguéis na plataforma, número que representa um aumento de 13,4% em comparação ao ano anterior. O levantamento também considerou que o negócio manteve 703,9 mil postos de trabalho, gerou R$ 31,7 bilhões em renda e arrecadou R$ 9 bilhões em tributos diretos.
A dinâmica de gastos indica que para cada R$ 10 desembolsados com acomodação na plataforma, turistas despenderam R$ 45,48 adicionais em setores locais como alimentação, comércio, transporte e entretenimento. O gasto médio diário do hóspede fora da plataforma ficou em R$ 625. Cerca de 85% do impacto total veio de despesas diretas de viagem, ao passo que 15% decorreram do reingresso dos ganhos dos anfitriões no comércio, saúde, educação e moradia. A região Sudeste concentrou 54,3% da movimentação econômica, seguida pelo Sul com 23,3%, Nordeste com 16%, Centro-Oeste com 4,8% e Norte com 1,6%. Quanto aos setores beneficiados, serviços lideraram com 57,9%, seguidos por comércio com 24,8%, indústria com 14,8% e agricultura com 2,5%.

O crescimento da modalidade tem como pano de fundo a predominância dos compactos entre os lançamentos, e evidencia um desafio para a locação tradicional. Em Curitiba (PR), por exemplo, o Airbnb movimentou 2,1 bilhões em 2025, segundo o mesmo estudo da FGV. E uma parceria entre as incorporadoras Invespark e Blue com o Airbnb, anunciada neste mês, ilustra o cenário.
O Aibrnb consolidou a operação de cinco empreendimentos no Centro. Juntos, os lançamentos da Invespark e Blue somam 35% da oferta de compactos do mercado curitibano, com aproximadamente 2,3 mil unidades – número maior do que muitas das carteiras de locação convencional da cidade. A parceria projeta a atração de 6 mil a 10 mil pessoas para a região central. Essa expansão da oferta dialoga com o programa municipal Curitiba de Volta ao Centro, instituído pela prefeitura para induzir o adensamento da área, mas suscita debate por fazê-lo por meio de turistas e não moradores. Para efeito de comparação, há hoje menos de 10 mil imóveis – de todos os tipos – anunciados para locação em Curitiba, pelo portal Imovelweb.
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