Os dados imobiliários e a nova era da tomada de decisão
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Durante décadas, o mercado imobiliário brasileiro operou a partir de uma lógica que combinava experiência acumulada, percepção de mercado e intuição. O bom gestor era aquele que “sentia” o momento certo de captar, de precificar e de montar a equipe. E é verdade que esse modelo funcionou por muito tempo, o problema é que ele está deixando de ser suficiente para sustentar operações cada vez mais complexas e competitivas. O volume de dados disponíveis hoje para uma imobiliária de médio porte seria impensável há dez anos.
O comportamento de leads, tempo médio de conversão por canal, performance individual de cada corretor, sazonalidade de buscas por tipologia, taxa de churn de locatários, tudo isso é gerado continuamente pelos sistemas que o próprio setor adotou ao longo da última década. O que chama atenção, no entanto, não é a quantidade de dados produzidos, mas o quanto deles é efetivamente lido e transformado em decisão, e é justamente nesse ponto que está um dos maiores gargalos da gestão imobiliária atual. Na Jetimob, acompanhamos de perto a contradição silenciosa que a maioria das imobiliárias brasileiras vive: investir em tecnologia para capturar dados mas, ainda assim, continuar tomando decisões sem consultá-los.
Em resumo, o CRM registra cada interação, mas o gestor define metas pela memória da última reunião, o sistema aponta gargalos no funil, mas a equipe comercial opera sem clareza sobre onde está perdendo conversões. Ou seja, os dados existem e estão disponíveis, mas a cultura de leitura ainda não acompanhou o ritmo da adoção tecnológica. Essa lacuna começa a ter consequências mais visíveis à medida que o mercado se torna mais competitivo. Dessa forma, empresas que aprenderam a transformar dados operacionais em decisões táticas estão reduzindo o custo por lead, aumentando a taxa de aproveitamento de carteira e ajustando suas equipes com mais precisão.
O mais relevante é que isso não acontece porque essas operações têm acesso a tecnologias diferentes – já que em muitos casos utilizam as mesmas ferramentas que a concorrência – a diferença está no hábito consolidado de perguntar ao dado antes de tomar uma decisão. Nesse contexto, a pergunta que deveria guiar qualquer gestor deixou de ser “devo usar dados para decidir?” e passou a ser “como estruturar minha operação para que os dados façam parte natural do processo decisório?”, o que representa uma mudança de perspectiva mais profunda do que parece à primeira vista
Além da mudança cultural interna, há uma transformação mais ampla em andamento que merece atenção. Pela primeira vez, a consolidação de portais e sistemas de gestão permite comparar benchmarks reais entre operações de diferentes portes e regiões. Por outro lado, o gestor que souber cruzar esses dados com a realidade da própria operação terá uma vantagem que vai além da eficiência interna, ganhando clareza sobre onde está posicionado no mercado e para onde precisa ir.
Dados como cultura, não como tecnologia
Esse movimento não é novo, já que os setores de varejo, financeiro e saúde, por exemplo, passaram por ciclos semelhantes de transição entre decisão intuitiva e decisão informada. O mercado imobiliário chegou a esse ponto mais tarde, em parte pela natureza do produto, visto que cada imóvel é único e cada negociação carrega suas próprias variáveis, mas a lógica de fundo é a mesma e o caminho inevitável também. Responder a esse desafio, na prática, exige menos do que parece, já que na maioria dos casos as ferramentas já estão em uso nas próprias operações.
Portanto, o que falta é definir quais métricas realmente importam para o negócio, criar rotinas consistentes de leitura e transformar esses números em pautas de gestão. Isso revela que a complexidade não está na tecnologia, mas sim na mudança de hábito que precisa acontecer antes de qualquer outra coisa. Dessa forma, o setor imobiliário está entrando em uma fase em que a capacidade de interpretar dados vai separar as imobiliárias que crescem com consistência das que crescem por conjuntura.
O papel da Jetimob na gestão imobiliária orientada a dados
A Jetimob partiu dessa observação para desenvolver uma abordagem em que dados só geram valor quando estão organizados de forma que o gestor consiga interpretá-los e agir sobre eles. Nesse sentido, a plataforma foi construída para centralizar as informações que já existem na imobiliária e torná-las acessíveis para a equipe comercial.
O que se observa entre as imobiliárias que utilizam a Jetimob, é que a mudança mais significativa não acontece na tecnologia em si, mas na forma como os gestores passam a conduzir suas reuniões, definir metas e acompanhar resultados. Isso quer dizer que, quando os dados estão disponíveis e organizados, a operação muda, e é essa mudança que, no longo prazo, separa as imobiliárias que escalam das que apenas crescem.
Tudo certo! Continue acompanhando os nossos conteúdos.
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