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Após crise, mexicana Casai anuncia fusão com a Nomah, do grupo Loft

Menos de um mês depois de promover dezenas de demissões em sua operação no Brasil, a proptech mexicana Casai, especializada em aluguel de curta duração, anunciou hoje uma fusão com a então concorrente Nomah, empresa do grupo Loft. 

Segundo comunicado oficial emitido pelas startups, a fusão inclui um aumento de capital, feito pelos atuais investidores das duas empresas – Andreessen Horowitz e Monashees – e pelo Grupo Loft – que adquiriu a Nomah em 2020 e terá participação na nova empresa. O acordo de fusão cria, de acordo com o material de divulgação, “a maior empresa de short term rentals da América Latina”.

“Juntos, teremos mais de 3 mil unidades para atender aproximadamente 200 mil hóspedes nas grandes capitais do Brasil e México, o que nos permitirá construir escala de forma sustentável para este negócio inovador”, afirma Nico Barawid, CEO da Casai.

As empresas avisam que, por enquanto, manterão suas marcas. “Estamos entusiasmados com a oportunidade de consolidar nossa expertise e continuar entregando a melhor experiência em estadias de curta duração na América Latina. Este é o começo de um novo momento em que seremos capazes de dobrar nossa capacidade e aprimorar nosso atendimento para uma experiência ainda melhor para nossos hóspedes”, explica Thomaz Guz, CEO e fundador da Nomah.

Nico Barawid CEO da Casai e Thomaz Guz, CEO e fundador da Noma
Nico Barawid e Thomaz Guz

Nico assume como CEO da nova empresa, enquanto Thomaz será nomeado presidente, responsável por integração, cultura, pessoas, estratégia, relações públicas e equipe da Nomah durante a integração. Segundo os executivos, a transação trará “um novo modelo de empresa capaz de sustentar o crescimento e ser rentável”. A nova empresa vai oferecer opções de compra de ações – stock options – a todos os funcionários. 

Pós-crise

No final de julho, a Casai foi notícia após demitir cerca de 60 funcionários no Brasil, conforme divulgou inicialmente a Bloomberg. Já na ocasião, era cogitada uma fusão com a Lotf como tábua de salvação para a empresa mexicana, que também vinha enfrentando dificuldades financeiras em seu país-sede. 

A plataforma atua há pouco mais de um ano no Brasil, com residências cadastradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília. Em junho, a mexicana vinha divulgando números positivos e planos ousados de competir pelo mercado de estadia de curtíssima duração com o AirBnb, além de ter anunciado a compra da startup brasileira Loopkey, que atua com fechaduras inteligentes.