De “zangões” à alta performance: corretor muda de perfil
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Na REMAX, mais de 9.300 corretores associados e corretores estagiários atuam em modelo apoiado por capacitação, dados e tecnologia; produtividade pode chegar a 13 vezes a média brasileira
Do antigo “zangão”, expressão associada à intermediação informal e sem credenciamento, ao corretor que hoje precisa dominar dados, tecnologia, marketing, negociação e construção de autoridade. No Dia do Corretor de Imóveis, celebrado em 27 de agosto, a trajetória da categoria ajuda a revelar uma transformação que vai além da digitalização do mercado: cresce a busca por profissionais cada vez mais qualificados e orientados a resultados. Na REMAX Brasil, são atualmente mais de 9.300 corretores associados e corretores estagiários, segundo dados internos da companhia, profissionais da rede podem alcançar produtividade até 13 vezes superior à média brasileira.
A intermediação de negócios no Brasil remonta ao período imperial. Nas antigas praças comerciais, o termo “zangão” era usado para identificar agentes independentes que atuavam sem credenciamento oficial. A expressão não surgiu especificamente no mercado imobiliário, mas passou a ser empregada também para quem negociava imóveis sem habilitação. Mais do que um antigo nome da profissão, “zangão” retrata uma época em que a intermediação ainda era informal e pouco protegida por regras. A primeira regulamentação nacional da profissão de corretor de imóveis ocorreu somente em 1962, enquanto a legislação atualmente vigente foi estabelecida em 1978. O Ipea registra que, nos primórdios das praças comerciais brasileiras, intermediários eram conhecidos como “zangões”. Na história da corretagem de imóveis, o termo também aparece associado aos profissionais que buscavam reconhecimento em uma atividade ainda sem regulamentação específica. A primeira regulamentação da profissão foi sancionada em 27 de agosto de 1962, origem da data comemorativa da categoria; a legislação atualmente vigente é de 1978.
Mais de seis décadas depois daquele primeiro marco legal, a atuação do corretor tornou-se significativamente mais complexa. O consumidor tem acesso a imóveis, preços e informações pelo celular antes mesmo de procurar um profissional. Nesse ambiente, o valor da intermediação passa cada vez mais pela capacidade de interpretar informações, entender as necessidades do cliente, precificar corretamente, reduzir riscos e conduzir uma negociação que envolve uma das principais decisões patrimoniais de uma família.
Na REMAX, essa transformação aparece também nos resultados. No primeiro semestre de 2026, a rede movimentou R$ 8,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025, e registrou R$ 321,7 milhões em comissões, alta de 13%. A média de corretores associados por unidade passou de 11,5 para 12,2 em um ano, avanço de 7%.
Entre os investimentos da companhia para elevar a produtividade está a Universidade REMAX, que reúne mais de 50 cursos e trilhas profissionalizantes destinadas a corretores, franqueados e equipes comerciais. A formação aborda temas que vão de fundamentos da corretagem e atendimento ao cliente a gestão de carteira, negociação, marketing, liderança e indicadores de desempenho. Entre os destaques está o 100 Days to Greatness (100 Dias para o Sucesso), da Buffini & Company, o programa internacional de formação para corretores mais reconhecido no mundo e aplicado com exclusividade pela REMAX no Brasil. Segundo dados internos da companhia, corretores iniciantes que concluem o programa podem alcançar uma produtividade até cinco vezes maior, enquanto profissionais plenos e seniores chegam a dobrar seus resultados. Mais de 70% dos corretores de alta performance da rede já passaram pela formação.
A tecnologia também ocupa espaço crescente nessa equação. Nos primeiros seis meses de 2026, o portal da REMAX Brasil acumulou 2,7 milhões de visualizações, alta de 7,4%, e mais de 9,5% das vendas realizadas pela rede tiveram a busca pelo imóvel iniciada na plataforma. A digitalização amplia o acesso à informação, mas aumenta também a necessidade de o profissional transformar esse volume de dados em orientação e serviço especializado.
“Ser corretor hoje exige muito mais do que conhecer imóveis e aproximar compradores e vendedores. O consumidor tem informação na palma da mão, mas precisa de um profissional capaz de interpretar o mercado, analisar riscos e defender seus interesses. Assim como o médico da família ou o advogado, o corretor deve ser alguém de confiança, que representa o cliente e o ajuda a fazer o melhor negócio possível, seja na compra ou na venda de um imóvel. Estamos falando de transações que não fazem parte da rotina das pessoas e que, muitas vezes, representam uma das decisões financeiras mais importantes de suas vidas. Por isso, formação contínua, tecnologia, método e transparência são fundamentais. Quanto mais o mercado evolui, maior é o espaço para o corretor que transforma informação em orientação, segurança e confiança”, afirma Peixoto Accyoli, CEO e presidente da REMAX Brasil.
Da alta performance à autoridade digital
Outra frente dessa transformação está na forma como os próprios corretores se relacionam com o mercado. Em agosto, a REMAX Brasil inicia a segunda temporada do Max Influencers, programa criado para reconhecer, capacitar e ampliar a visibilidade de profissionais de alta performance da rede. Os participantes integram o The Winners, reconhecimento destinado aos principais corretores e franqueados da companhia, e recebem direcionamento para transformar experiência profissional e conhecimento local em conteúdos para o ambiente digital.
A primeira temporada reuniu mais de 70 profissionais e resultou na produção de mais de 200 vídeos, que superaram 800 mil visualizações. No novo ciclo, mais de 60% dos participantes são mulheres. Para os corretores, os conteúdos abordam temas como compra, venda e locação, atendimento, representação exclusiva e segurança durante a negociação.
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