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Opinião

Você aceitaria conversar com o seu concorrente?

Rodrigo Werneck
Escrito por Rodrigo Werneck em 4 de novembro de 2020
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Tomei uma decisão corajosa no mês de outubro: tirar o meu filho Valentino, de 5 anos, de um tradicional colégio de Curitiba e matriculá-lo para 2021 em uma escola menor, com um projeto pedagógico ousado.

O que me fez dar este passo? O conceito de colaboração.

Na nova escola, o Valentino não terá mais a sua mesa individualizada. Da primeira até a nona série do Ensino Fundamental, ele fará TODAS as suas atividades em grupo, incluindo trabalhos e provas.

Sim, acredito profundamente que a colaboração será um dos principais drivers de sucesso dos profissionais do futuro. E quero que o meu filho seja especialmente bem sucedido ao trabalhar em equipe, conciliando interesses, superando diferenças e somando esforços.

Quando olho para o mercado imobiliário, no entanto, observo que o espírito de colaboração ainda dá os seus primeiros passos. O motivo para isso?

Uma das belezas do imobiliário está na sua diversidade de práticas. Em cada esquina do Brasil, muito além dos sotaques, regras locais específicas costumam dar uma dinâmica única às transações de venda e locação de imóveis.

Mercados com e sem a cultura da exclusividade, praças em que as imobiliárias alugam mas não administram, cidades em que os corretores chegam a ficar com 55% da comissão de venda. As particularidades que já observei em 14 anos de mercado são muitas e fazem do imobiliário um mercado difícil, talvez impossível, de ser escalado para as empresas de tecnologia e pelos gigantes de capital aberto.

Com frequência, nas viagens para visitar os clientes da CUPOLA, ouço o comentário resignado de empresários lamentando-se diante de sugestões de inovação: “aqui as coisas são diferentes”. E são mesmo, que o digam os desenvolvedores de ERPs, que tanto sofrem para adequar seu código às regras de negócio locais, especialmente das imobiliárias.

De fato, o jogo “jogado” no imobiliário do interior do Brasil é completamente diferente das regras da Faria Lima, só que isso não deve servir de obstáculo para os profissionais e empresas que desejam evoluir e acelerar o seu crescimento.

Em um mundo cada vez mais complexo, vejo a colaboração como elemento determinante para o sucesso de projetos que almejam a construção de legados e resultados verdadeiramente expressivos e sustentáveis.

Quando falo em colaboração, acredito especialmente na troca de informações e de conhecimento entre players atuantes na mesma praça e também com profissionais e empresas de outras regiões.

Dentro de casa, junto aos concorrentes, o diálogo aberto é o melhor caminho para sanar distorções mercadológicas como comissões abusivamente baixas, além de representar uma oportunidade concreta para a montagem de negócios em conjunto.

Sim, as parcerias são uma das tendências mais fortes que observo para o futuro do imobiliário, e um dos pressupostos para que elas aconteçam é o conhecimento mútuo, ou seja, a sua conexão com outras pessoas e empresas.

Longe de casa, a observação atenta de diferentes práticas é terreno fértil para a reinvenção da sua empresa e do mercado local, com a introdução de métodos e abordagens capazes de gerar diferenciais relevantes em relação à concorrência.

Faço, a propósito, uma provocação: em quais redes ou comunidades de profissionais e empresas do mercado imobiliário, formais ou informais, você está inserido(a)?

Vejo estes ambientes de colaboração vivenciando um crescimento fervilhante capaz de colocar o imobiliário, no futuro, em um patamar superior de experiência de atendimento, quando comparado a outros mercados, como o automotivo ou mesmo o varejo.

Para isso, no entanto, temos de superar preconceitos e diferenças pessoais.

Dentro de um mercado tão pulverizado, você não estaria superestimando o potencial dos seus concorrentes? Ou acha, sinceramente, que nenhum outro player pelo Brasil está em condições de trazer insights relevantes para o seu negócio?

Quando você se abre para a colaboração, para as trocas de informações e conhecimento, você abre as portas da sua empresa para o futuro.

Hoje, mais do que nunca, uma coisa é certa: sozinho, você não chega até a esquina.


Rodrigo Werneck

Consultor e especialista em Marketing Imobiliário, Rodrigo Werneck é sócio-fundador e CEO da CUPOLA, consulgência exclusiva para o setor imobiliário, com clientes nas cinco regiões do Brasil.

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