O momento dos imóveis comerciais, da Faria Lima às lojas de rua
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Queremos saber o que os corretores valorizam nas imobiliárias e incorporadoras. A pesquisa Panorama do Corretor Imobiliário 2026 é uma realização da CUPOLA, do Imobi Report e do Ibrep. Responda em apenas alguns minutos, a iniciativa é fundamental para identificar lacunas entre as expectativas dos profissionais e a realidade das empresas. O formulário fica disponível até 25 de abril de 2026.
O mercado de escritórios corporativos passa por um momento de redução na vacância e valorização recorde do aluguel. No entanto, o cenário também apresenta disparidades regionais e aumento da inadimplência. Já no comércio de rua, o avanço do e-commerce eleva a pressão sobre pequenos lojistas e favorece a ocupação de pontos estratégicos por redes de serviços essenciais, como farmácias – que estão por todos os lados.
Em São Paulo, o mercado de escritórios corporativos encerrou o ano de 2025 com uma taxa de vacância de aproximadamente 16%, após o segmento registrar índices entre 25% e 30% durante a pandemia, quando o home office virou o padrão e mudou a relação dos times. Na capital, o grupo de empresas que ocupam espaços superiores a 10 mil m² passou de 52 para 70 em quatro anos. Esse movimento elevou a área total ocupada de 1,15 milhão de m² para 1,45 milhão de m², o que representa uma expansão de 300 mil m² no período. (Estadão)
A distribuição da ocupação varia conforme as diferentes regiões da capital paulista. A recuperação é liderada por regiões classificadas como “prime”, como a Avenida Faria Lima, que apresenta 7% de desocupação, e Pinheiros, com cerca de 12%; enquanto áreas periféricas como Interlagos, Panambi e Santo Amaro registram índices de vacância entre 40% e 50%. A estratégia das empresas tem priorizado escritórios mais eficientes e bem localizados, com oferta de “mimos” e comodidades que incentivem o retorno ao trabalho presencial. Essa dinâmica também substitui à lógica anterior, que buscava alocar o máximo de funcionários por metro quadrado. (Veja)
O setor de locação comercial como um todo registrou uma valorização recorde de 8,87% no acumulado de 2025, de acordo com o Índice de Aluguel Comercial (IAC), superando o IG-M e o IPCA do mesmo período. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo segmento de lajes corporativas, cujos preços subiram 12,47%, enquanto os imóveis de rua apresentaram uma alta mais moderada de 5,11%. O resultado representa o maior patamar de reajuste desde o início da série histórica do indicador. (Money Times)
Contudo, a valorização dos preços é acompanhada por um aumento na inadimplência, que atingiu 4,8% no início de 2026. O impacto é mais severo em contratos de menor valor, especificamente em alugueis de até R$ 1.000, onde a taxa de atrasos chega a ser três vezes superior à de contratos acima de R$ 10.000. Este cenário evidencia uma fragilidade financeira maior entre micro e pequenos comerciantes, que possuem menor capacidade de absorver os reajustes de preços e os custos operacionais. (Valor Investe)
A expansão do e-commerce entre diferentes gerações transformou o comportamento de consumo, favorecendo grandes plataformas de varejo em detrimento do pequeno comércio local. Esse cenário causou o fechamento de lojas tradicionais, abrindo espaço para segmentos de alta escala e primeira necessidade, como as farmácias, que dominam pontos comerciais estratégicos. Somam-se a isso os gargalos operacionais e a pressão sobre as margens de lucro, agravados pelos altos custos fixos. E o cenário torna-se ainda mais crítico com o fim da escala 6×1, que dificulta a competição com os serviços de entrega integral.
Vendas e Locação
Avanço das bets impacta na análise de crédito imobiliário. Em 2025, o faturamento das casas de apostas online (bets) atingiu R$ 37 bilhões, valor equivalente a 27% do VGV de R$ 137,2 bilhões movimentado pelo programa MCMV. Coincidentemente, dados indicam que 52% dos apostadores possuem renda de até dois salários-mínimos, enquadrando-se nas faixas 1 e 2. Além disso, o setor de apostas tornou-se o principal fator de endividamento doméstico no Brasil, superando a soma dos efeitos de juros e crédito, sendo que 19% dos 39,5 milhões de apostadores comprometeram sua renda e 17% deixaram de pagar contas básicas para jogar. Esse cenário levou instituições financeiras como Caixa e Bradesco a endurecerem a análise de crédito devido ao risco de inadimplência e ao comprometimento da renda familiar. (Imobi Report)
A pressão invisível sobre a operação imobiliária. Em artigo para o Imobi Report, o CEO e fundador do Guia da Alma, Rodrigo Roncaglio, observa que a operação de uma imobiliária baseia-se na gestão de conflitos humanos em momentos de alta tensão financeira e emocional. A pressão sobre as equipes para conciliar interesses opostos, como entre proprietários e inquilinos ou entre a expectativa do cliente e a realidade do mercado, representa um risco de negócio significativo, mas frequentemente invisível. Para Rodrigo, desconsiderar o impacto humano nesta operação é ignorar um fator indissociável dos resultados financeiros e da reputação da empresa. (Imobi Report)
Imobiliárias têm excesso de dados, mas nenhuma verdade consolidada. Isso é o que afirma o CEO de PipeImob, Roberto Nascimento, argumentando que a proliferação de softwares criou um paradoxo no mercado imobiliário. Uma pesquisa revelou que, enquanto gestores acreditam usar em média 9 sistemas, na prática pagam por 16, a um custo médio mensal de R$ 13,6 mil. Em uma empresa que fecha 5 vendas no mês, isso representa um custo de R$ 2,7 mil por transação. Tudo isso apenas para manter um ecossistema de tecnologia fragmentado, que gera “cegueira gerencial” em vez de clareza para a tomada de decisão. Confira o artigo completo no nosso portal. (Imobi Report)
Comparação entre short stay e locação tradicional envolve custos ocultos. Durante entrevista ao podcast Modo Avião, o fundador da Omar do Rio, Omar Farhat, trouxe uma reflexão original sobre “a parte da imobiliária” em contratos de locação. Embora a taxa de administração seja divulgada como 10%, a retenção do primeiro mês para intermediação eleva o custo efetivo para cerca de 18% no primeiro ano. Essa matemática pode tornar as taxas de 20% a 30% do short stay mais atrativas, principalmente quando contabilizado o tempo de imóvel vazio no aluguel de longo prazo. Essa argumentação, então, passa a compor o rol de objeções na disputa pelos proprietários. Ouça o episódio completo pelo Youtube ou pelo Spotify. (Imobi Report)
📉 Vendas de imóveis de médio/alto padrão recuam 15% em SP (Valor Econômico)
Construção e Incorporação
A MRV investiu mais de R$ 30 milhões no Big Brother Brasil 2026. O investimento é parte de uma estratégia para alinhar a percepção de sua marca ao seu tamanho de mercado, já que um em cada 100 brasileiros mora em um imóvel da construtora. Com a aposta para atingir 23 milhões de consumidores “passivos”, houve um crescimento de 32% em leads qualificados, 50% em volume de crédito aprovado e 160% no interesse pela marca medido por buscas no site. (Exame)
Financiamento imobiliário com recursos da poupança cai em fevereiro. O volume de financiamento imobiliário com recursos da SBPE somou R$ 11,8 bilhões em fevereiro de 2026, uma queda de 7% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, os financiamentos totalizaram R$ 23,9 bilhões, um recuo de 7,6% frente ao mesmo período do ano anterior, indicando uma retração no crédito que utiliza essa fonte de recursos. (Valor Econômico)
📈Entregas de imóveis crescem 13,7% em 2025, diz Abrainc/Fipe (Exame)
Mundo
China propõe proibição de “apartamentos de ossos”. O governo chinês quer proibir o uso de apartamentos residenciais para o armazenamento de cinzas fúnebres, prática que se expandiu devido ao custo dos cemitérios superar o valor de imóveis em regiões desvalorizadas. No cemitério Changping Tianshou, em Pequim, os lotes variam de cerca de 10 mil a 200 mil yuans (de R$ 7,5 mil a R$ 150 mil), enquanto áreas com lápide começam em cerca de 150 mil yuans (R$ 113 mil) e podem chegar a 300 mil yuans (R$ 226 mil). Além disso, jazigos públicos possuem concessão de apenas 20 anos, já o direito de uso de propriedades residenciais estende-se por 70 anos, tornando a compra de casas vazias financeiramente mais vantajosa para as famílias do que os serviços funerários tradicionais. A nova regulamentação busca preservar a função habitacional das moradias, restringindo o depósito de urnas a locais autorizados. (O Globo)
Astros internacionais adquirem imóveis de luxo para proteger e diversificar patrimônio. Artistas e atletas de alto padrão têm direcionado investimentos para imóveis de luxo em mercados globais estratégicos, como Miami, Dubai e o Sul da França, buscando valorização patrimonial e diversificação de ativos. Em 2025, o setor imobiliário de ultra-luxo movimentou cerca de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 135 bilhões) em transações acima de US$ 10 milhões, com uma taxa de retorno anual média estimada em 8%. O perfil desses investidores prioriza propriedades com sistemas de segurança avançados e gestão especializada, visando tanto a rentabilidade via aluguel de curtíssima temporada quanto a preservação de capital em moedas fortes. (O Globo)
Mansão mais cara de Londres é vendida por R$ 1,7 bilhão. Uma mansão no bairro de Chelsea, em Londres, foi vendida pelo empresário Nick Candy por cerca de 275 milhões de libras, tornando-se a transação residencial mais cara da história da cidade. O valor expõe a diferença de escala com o mercado brasileiro, o imóvel mais caro atualmente à venda em São Paulo, por exemplo, custa R$ 219 milhões, o que equivale a pouco mais de um décimo da negociação londrina. (Exame)
Mas a guerra bate à porta… A incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio projeta uma possível queda na demanda por imóveis no Reino Unido, apesar de os preços terem registrado alta anual de 2,2% em março de 2026, com valor médio de 277 mil libras, aproximadamente R$ 1,94 milhão. Embora o crescimento mensal de 0,9% tenha superado as expectativas e a Irlanda do Norte tenha liderado as altas regionais com 9,5% no trimestre, o cenário de conflito pressiona os custos de energia e as taxas de hipoteca. Esse panorama econômico, somado à instabilidade geopolítica, sinaliza um potencial esfriamento na procura e na acessibilidade do mercado imobiliário britânico para os próximos meses. (Valor Econômico)
Estamos de olho
Mercado imobiliário registra redução na idade média dos compradores, com o público entre 25 e 39 anos passando a representar 44% das transações de venda em 2025. Esse movimento é impulsionado por novas facilidades de crédito e pelo uso do FGTS, que permitem a entrada no setor de forma mais precoce do que em décadas anteriores, quando a média de idade superava os 45 anos. Essa faixa etária prioriza imóveis compactos e conectados, com 60% das buscas focadas em unidades de até 60 m², localizadas em centros urbanos com infraestrutura de transporte. Hoje essa demanda responde por uma movimentação financeira estimada em R$ 80 bilhões anuais no país. (Bem Paraná)
Expansão do transporte público pode valorizar imóveis em até 30%. A expansão das linhas de metrô em áreas urbanas gera uma valorização imediata nos imóveis próximos, com aumentos de preço que variam entre 15% e 30% logo após o anúncio das obras. Imóveis num raio de até 800 metros de novas estações registaram uma valorização anual superior em 5% à média do mercado imobiliário geral. Além do impacto no preço de venda, o aluguel nestas áreas apresenta uma procura 25% maior, impulsionada pela redução do tempo de deslocamento dos moradores. O levantamento indica ainda que cada novo quilômetro de via metroviária construído tem o potencial de atrair investimentos privados na ordem dos R$ 200 milhões em novos empreendimentos residenciais e comerciais ao longo do seu traçado. (Correio Braziliense)
👀 Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis em 5 anos (Estadão)
🏖️ Mansão de ‘Mulheres de Areia’ à venda por R$ 37 milhões (O Globo)
Agenda
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