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Inovação

Lab Habitação: Aceleração de Negócios abre inscrições para selecionar 20 empresas e startups de impacto

Imobi Report
Escrito por Imobi Report em 9 de setembro de 2021
3 min de leitura
Lab Habitação: Aceleração de Negócios abre inscrições para selecionar 20 empresas e startups de impacto
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Idealizado pela Coalizão Habitação – formada por Artemisia, Gerdau, Instituto Vedacit, Tigre, Votorantim Cimentos e Leroy Merlin -, o Lab Habitação: Aceleração de Negócios chega à quarta edição. O programa tem como proposta fortalecer empreendedores que conduzem soluções destinadas a tornar as moradias da população em situação de vulnerabilidade socioeconômica mais saudáveis, dignas e confortáveis. O Lab Habitação: Aceleração de Negócios está com as inscrições abertas até 17 de setembro pelo site www.artemisia.org.br/habitacao/lab/.

Lab Habitação

A edição 2021 vai selecionar até 20 negócios focados na temática de moradia para uma jornada de apoio totalmente on-line, gratuita e com duração de 12 semanas. Os participantes terão acesso a uma rede robusta de mentores e empreendedores do setor, além de conteúdos práticos para a identificação dos principais desafios, validação de hipóteses e para o planejamento para os próximos passos da empresa ou startup.

Ao final do programa, os cinco negócios que se destacarem irão receber, cada, um capital-semente de R$ 30 mil e contarão com um processo intensivo e individualizado de aceleração por mais três meses. Entre outros benefícios, destaque para a oportunidade de se conectar com grandes empresas do setor (Gerdau, Vedacit, Tigre, Votorantim Cimentos e Leroy Merlin) e com organizações apoiadoras da iniciativa – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Vivenda e Habitat para a Humanidade Brasil. Os selecionados terão, também, apoio para a construção da Teoria de Mudança e acesso a métodos e ferramentas para a mensuração e a gestão do impacto do negócio.

Segundo Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, o tema da habitação é urgente; a moradia deve ser vista como um elemento central na vida do ser humano para além do conceito do morar. A relação da casa com o entorno, a estreita associação com o desenvolvimento urbano e o acesso a políticas públicas – como saúde e educação – são somente três dos recortes passíveis de análises sobre essa correlação com o bem-estar das pessoas.

“Quando fazemos uma análise mais ampla, refletindo sobre os déficits habitacionais qualitativo e quantitativo no Brasil, enxergamos dois grandes desafios: como levar as cidades para as pessoas e as pessoas para as cidades, em uma perspectiva de cidade que propicia dignidade e mais qualidade de vida. Além disso, a crise na habitação no Brasil agravou-se com a disseminação da Covid-19, porque muitas pessoas não encontraram em seus próprios lares a proteção necessária para evitar o contágio. As habitações insalubres, pequenas e com ventilação comprometida tornaram-se fator de risco, assim como o entorno: falta saneamento básico, esgoto sanitário, água potável e coleta de lixo. São reduzidas, portanto, as condições dignas de moradia. Nossa missão com iniciativas como esta é alcançar, por meio da colaboração, um Brasil habitável para todos e todas”, afirma, detalhando a importância de fomentar uma nova geração de empreendedores focados em desenvolver produtos e serviços para o setor.  

“Negócios de impacto social podem oferecer soluções que colaborem com os temas de habitação para a população em situação de vulnerabilidade social e econômica no Brasil. Com o Lab Habitação, buscamos empoderar as pessoas e as empresas interessadas em transformar o cotidiano da população brasileira”, afirma Marcos Faraco, vice-presidente da Gerdau.

Temas e critérios

A Coalizão Habitação está em busca de empreendedores de empresas e startups de todo o Brasil, que tenham soluções inovadoras, com potencial de gerar impacto positivo e que estejam alinhados aos temas:

  • acesso e eficiência de serviços básicos (soluções que promovam a diminuição da pobreza energética, além de maior acesso, armazenamento e utilização de água potável; saneamento básico doméstico; e logística e despejo do lixo);
  • aluguel acessível para moradia adequada (soluções que promovam possibilidades de locação acessível em moradias dignas e de boa localização, além de soluções que promovam o serviço de aluguel compartilhado);
  • soluções financeiras para habitação (que permitam um maior acesso a crédito ao cidadão de baixa renda, para as diversas usabilidades no setor de atuação como reformas, construção, casa própria, aluguel e outros);
  • capacitação e oportunidades para profissionais na construção civil (soluções que promovam a profissionalização de pessoas para obras e assistências técnicas, podendo ter foco na formação de grupos minoritários, e serviços que possibilitem a intermediação para contratações);
  • reformas habitacionais e assistência técnica (soluções acessíveis de reformas e assistência técnica, e que ofereçam acesso à informação e conscientização da população sobre esses tipos de serviços);
  • inovações de processos e materiais na construção civil (que ofereçam melhorias nos processos de construção, como a utilização de energias e materiais não renováveis, produtos mais sustentáveis ou a melhora logística de reutilização e reciclagem de resíduos;
  • regularização fundiária (que ofereçam o acesso à informação e conscientização da regularização, além de serviços que facilitem a intersecção de todos os stakeholders e cobrem um preço justo para a regularização);
  • gestão de condomínio de habitação social (que qualifiquem e otimizem a gestão de condomínios e habitações populares, gerando inserção social e econômica às famílias impactadas); 
  • e qualificação dos espaços públicos e desenvolvimento local (que qualifiquem espaços públicos/comuns em comunidades vulneráveis, fortaleçam a economia local e levem o acesso à cidade para as periferias).

Entre os critérios de seleção, destaque para perfil empreendedor (intencionalidade de impacto social ou ambiental, que sonhe grande, tenha poder de realização, facilidade em criar relacionamentos, resiliência e experiência no mercado no qual o negócio atua); potencial de impacto social ou ambiental (negócios que tenham impacto positivo por meio do produto, serviço principal ou da cadeia de valor, além de negócios que ainda não atuam explicitamente com impacto, mas que tenham  potencial); estágio de maturidade (negócios que já contem com um mínimo produto viável, negócios que estejam com um produto pronto para lançamento, até negócios que estão com produtos no mercado em um momento de tração para escala); tecnologia e escalabilidade (negócios que atuem com algum tipo de tecnologia e inovação e que consigam aumentar a capacidade de execução sem ter custos elevados serão priorizados); e modelo de receita sustentável (negócios que já sejam sustentáveis financeiramente ou que estejam em busca de criar um modelo de receita capaz de fornecer a sustentabilidade para a empresa em médio prazo).

A Coalização Habitação

A demanda por fortalecer uma nova geração de empreendedores de negócios de impacto em habitação, com produtos e serviços que ofereçam soluções adequadas às pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social, tem norteado as ações conduzidas pela Coalizão Habitação, um movimento formado pela Artemisia e pelos grandes players do setor da construção como Gerdau, Instituto Vedacit, Tigre, Votorantim Cimentos e Leroy Merlin. A iniciativa conta ainda com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), da Vivenda e da Habitat para a Humanidade Brasil. Uma das principais frentes do grupo – o programa de aceleração – chega à quarta edição, após dar suporte a mais de 80 empreendedores atuantes no tema. 

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