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Imobi Report

[130] Para preservar relações com o governo, setor da construção não assina manifesto

Imobi Report
Escrito por Imobi Report em 7 de setembro de 2021
12 min de leitura
[130] Para preservar relações com o governo, setor da construção não assina manifesto
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Construtoras e incorporadoras não assinaram o manifesto pela harmonia dos Poderes, documento articulado pela Fiesp e pela Febraban que pede pela pacificação política e reforça princípios da Constituição Federal. O entendimento é de que a posição crítica diante de pronunciamentos do governo federal pode provocar o fechamento de portas em setores estratégicos. A ameaça de saída da Febraban por parte da Caixa e Banco do Brasil foi vista como um sinal de alerta.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, descartou a assinatura do documento pois enxerga o setor como fortalecido e não vê chances de uma ruptura institucional. Já a Abrainc não falou sobre o tema. Alguns setores da construção concordam com o teor do manifesto, mas têm receio quanto ao uso político do posicionamento.

Capitaneado pela Fiesp, o documento teve apoio de cerca de 250 associações e a expectativa é alcançar cerca de 300, segundo apuração da CNN Brasil. Associações como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban); a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Fecomércio; o Instituto Brasileiro da Árvore (Ibá, da indústria de celulose e papel); Alshop (lojistas de Shopping); Abinee (indústria elétrica e eletrônica); Fenabrave (distribuição de veículos); e o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) sinalizaram algum apoio. O manifesto não havia sido publicado até o fechamento desta edição, uma vez que sua publicação foi adiada para depois de hoje, 7 de setembro.

Incorporadoras

2 dias de palestras, mais de 50 speakers e 5 mil participantes: este é o Construsummit, promovido pela Sienge entre os dias 22 e 23 de setembro. O evento reunirá toda a cadeia da construção civil em um mesmo propósito, agir para transformar o futuro da construção brasileira. As inscrições estão abertas.

Na última quinta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da reforma do Imposto de Renda de pessoas físicas, empresas e investimentos. Agora, o material passará para o Senado e para o presidente. O InfoMoney compilou as principais mudanças no texto aprovado e seus impactos nos investimentos. Já o Valor Investe tabelou como são as tributações hoje, como estava a proposta original e qual texto foi aprovado. Entre os impactos no mercado imobiliário, a tributação sobre os rendimentos dos FIIs não foi aprovada e a modalidade seguirá isenta de IR. O texto permite que pessoas físicas atualizem o valor de seus imóveis nas declarações de IR antes de vendê-los e o governo cobrará uma alíquota de 4%. Os maiores impactos são nas empresas: entre as mudanças, o governo propôs a cobrança de uma alíquota de 15% sobre lucros e dividendos.

A conexão com a natureza é tendência no imobiliário, o que está gerando algumas redescobertas. No Rio de Janeiro, lançamentos estão aproveitando a proximidade de alguns bairros com o clima serrano. Para quem busca uma experiência mais profunda, tem opções em cidades próximas com cachoeiras pertinho de casa.

Soluções ecológicas para condomínios agora contam com uma modalidade de financiamento especial lançada pelo banco Santander. A linha Giro Sustentável PJ tem juros a partir de 0,74% ao mês e vai atender projetos que gerem retorno ambiental, como a instalação de posto de recarga para veículos elétricos e estrutura para captação e reaproveitamento de água da chuva.

A aceleração recente das vendas movimentou para valer os números da construção no Brasil. Contudo, pode estar a caminho um cenário morno e de baixa oferta de lançamentos. O aumento de custos para construir não acompanha o poder de compra do consumidor, o que leva as construtoras a pisarem no freio. 

A transformação digital da construção civil, responsável por 7% do PIB brasileiro, pode representar um importante salto econômico. Confira a opinião de Fabrício Schveitzer, diretor de estratégia e mercado do Sienge, e Bruno Loturco, head de comunicação estratégica do Sienge.

E foi revertida a primeira sentença pela LGPD no Brasil, que condenava a construtora Cyrela pelo compartilhamento de dados de um cliente. O Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu a decisão, em segunda instância, por falta de evidências. Ou seja, pelo entendimento mais recente, é possível que os dados tenham sido compartilhados por outras imobiliárias e corretores com quem o cliente teve contato.

A Nomah, startup que faz gestão de aluguéis flexíveis, vai integrar ao seu portfólio imóveis construídos pela Bait. A

parceria vai ter início com o Bossa 107, residencial a ser entregue no final do ano em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, com VGV de R$ 35 milhões.

Conquiste resultados rápidos no tráfego pago por meio de uma metodologia exclusiva. Este é o Anúncios Imobiliários, um treinamento online ministrado pela CUPOLA, maior agência de marketing imobiliário do Brasil. Transforme sua operação: inscreva-se e aprenda a dominar as principais ferramentas para a compra de tráfego.

Imobiliárias

Sinal de disputa na corrida do crédito imobiliário: de um lado temos os tradicionais correspondentes, que usam da relação interpessoal e empatia para atender bem. Do outro, as inovadoras plataformas, que aproveitam a inteligência artificial e machine learning para entregar agilidade. No Imobi, Denis Levati ouviu correspondente bancário para refletir como as plataformas estão avançando no mercado e quais são as fortalezas dos correspondentes neste nicho.

No Valor, Marcos Lopes, presidente da Lopes, conta como o grupo investiu em inovação para alavancar crescimento e competir no mercado de unicórnios. Segundo o empresário, a empresa é a maior proptech do mercado e, por conta da CrediPronto (joint venture com o Itaú), a maior fintech também. No último tri de 2019, a Lopes captou R$ 147 milhões para investir em transformação digital. Até o momento, pouco menos de R$ 50 milhões do aporte já foram utilizados.

Dados de Caio Calfat, especialista em multipropriedade, ilustram o crescimento da modalidade no último ano. O VGV dos projetos de multipropriedade, que era de R$ 24,1 bilhões em 2020, alcançou algo em torno de R$ 28.3 bilhões neste ano, mesmo com o setor turístico tendo sido um dos mais afetados com a pandemia.

Dados da Ademi de Goiás evidenciam o bom momento do mercado imobiliário do estado. No primeiro semestre de 2021, a quantidade de unidades lançadas disparou mais de 50% em relação ao mesmo período de 2020. Já em VGV, o aumento chegou a 175%. A expectativa é de que o setor encerre o ano de 2021 com um aumento em torno de 30% maior do que 2020.

Com a vacinação avançando, mas vacância de imóveis corporativos ainda alta, começa a acontecer um movimento interessante: empresas estão aproveitando o retorno presencial para trocar de escritório para lugares melhores, muitas vezes mais novos, e também com aluguéis mais baratos.

Quando um imóvel locado é entregue danificado, quem paga a conta? Para discutir esse assunto, o Imobi conversou com Renato Rocha, head de expansão da SegImob. Com 24 anos de experiência no mercado de seguros, Renato explica como evitar e resolver conflitos nesse momento delicado da relação entre proprietário e imobiliária.

Ainda dá tempo de se inscrever para a última edição do ano do Aluguel Master, o treinamento mais completo e imersivo para imobiliárias de aluguel. Com metodologia exclusiva, ajuda imobiliárias a se organizarem e melhorarem sua rentabilidade, explorando mais de 10 temas do universo da locação.

Techs

A Fix tem um foco claro: criar demanda e oferecer boas oportunidades para prestadores de serviços. No mercado imobiliário, a startup encontrou um nicho que, além de atender seu foco, permite oferecer qualidade na manutenção de imóveis locados. Em entrevista ao Imobi, Thais Sterenberg, CMO e sócia da Fix, conta como a empresa auxilia imobiliárias, proprietários e inquilinos.

A startup cearense 7Cantos anunciou seu primeiro aporte, que virá para acelerar a expansão do modelo de negócio para toda região nordeste. Paulo Filho, CEO da startup, conta que o foco na região vem por ser “o segundo maior mercado de aluguel residencial no Brasil e, ao mesmo tempo, a região menos assistida de inovação na locação”.

Um iBuyer motivado pela decoração: a SI Advisors é uma startup paulista que compra, reforma, decora e traz até eletrodomésticos e mobília para os imóveis. Com a modalidade, a proposta da startup é vender e permitir a mudança do novo proprietário no mesmo dia.

Aproveitando os aportes recebidos e comemorando três anos, a Loft está com campanhas agressivas. Em uma delas, a startup espalhou 12 chaves virtuais em imóveis anunciados com sua nova ferramenta de tour virtual. Os internautas que encontrarem as chaves ganharão um desconto de 50% que pode ser usado na compra de qualquer imóvel anunciado na plataforma, com valor máximo de R$ 1 milhão no desconto. Já outra campanha premiará corretores com bônus de até R$ 40 mil reais que fecharem contratos de venda de imóveis pelo seu site.

Mundo

Impressoras 3D estão criando todo o tipo de coisa… até mesmo casas! No Texas, estes imóveis estão com alta demanda e agitando o mercado. Impressas em Lavacrete, um concreto de alta resistência, as moradias oferecem design moderno e contam com processo de construção de grande eficiência energética.

Um dos debates envolvendo as habitações sociais e acessíveis mundo afora é sobre a aparência destas construções. Nos Estados Unidos, surgiu em vizinhanças mais ricas o movimento NIMBY, sigla para Not In My Back Yard. Traduzindo, são proprietários que não querem ter perto de seu quintal as moradias sociais, por temor de desvalorização de seu imóvel. Por outro lado, essas construções fazem mais sentido justamente quando estão localizadas em regiões centrais e de boa infraestrutura.

Falando em moradias acessíveis: a Itália voltou a comercializar casas por 1 euro. Os interessados devem enviar documentação até o dia 30 de outubro. A medida chama atenção pelo valor simbólico e teve ações similares também na França, Espanha e Portugal. Mas os imóveis não são tão acessíveis assim: as casas em questão são imóveis abandonados e que necessitam de grandes reformas. Os interessados na compra participam de um processo de seleção e devem se comprometer a revitalizar a casa em até três anos. O programa faz o governo economizar com a reforma dos imóveis e ainda fortalece a economia das regiões a serem habitadas.

Estamos de olho

O que os pais buscam ao procurar um novo imóvel? De acordo com levantamento da Imovelweb, a prioridade para 61,92% é uma garagem própria. Em seguida, são listados imóveis em locais com mais segurança, regiões tranquilas e silenciosas, além de preferência por quintal ou terraço (47,97%) e imóvel com opções de lazer como, por exemplo, piscina e salão de jogos (36,05%). Surpreendente, a localização próxima de escolas só figura em 7º lugar na lista. Além disso, para 96,48% dos pais é importante que os filhos tenham um quarto próprio em casa. 

Em comemoração à edição número 100 do podcast Vem pra Mesa, Sergio Langer recebe Rubens Menin, fundador e presidente do Conselho da MRV, a maior construtora da América Latina. No episódio, Menin conta mais sobre os planos da MRV, comenta sobre o programa Casa Verde e Amarela, fala quando o governo anunciará o novo teto do programa e, inclusive, sobre sua paixão pelo Atlético Mineiro e a construção da Arena MRV. Ouça aqui.

Falando em podcast, o segundo episódio do Imobi Explica está no ar. Nessa temporada, Denis Levati e a jornalista Ana Clara Tonocchi tratam sobre as especificidades do setor de loteamentos. No episódio, o entrevistado é Mauricio Carrer, fundador da InstaCasa, uma das poucas proptechs dedicadas ao setor. Mauricio, Denis e Ana tratam sobre inovação, as dores dos loteamentos, a importância da personalização, entre outros. Confira na sua plataforma favorita.

Por fim, um podcast rapidinho, para você ouvir lavando a louça: a última edição do Semana Imobi tratou sobre novos players explorando a locação, novas estratégias para imobiliárias e experiências pessoais dos nossos jornalistas envolvendo o setor.

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