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Imobi Report

[129] IGP-M começa a desacelerar, mas a alta anual ainda pesa

Imobi Report
Escrito por Imobi Report em 31 de agosto de 2021
7 min de leitura
[129] IGP-M começa a desacelerar, mas a alta anual ainda pesa
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Em agosto, o IGP-M registrou alta de 0,66%, uma desaceleração comparada à taxa de julho (0,78%). Apesar disso, o IGP-M ainda acumula uma alta de 31,12% em 12 meses e de 16,75% em 2021. Segundo a FGV, se não fosse a crise hídrica, o índice teria desacelerado ainda mais.

IGP-M

Na locação comercial, dados do Índice FipeZap apontam que o preço médio de aluguel de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² registrou o sétimo aumento seguido em julho, com avanço de 0,13%. O valor de locação comercial acumula uma alta nominal de 1,04% em 2021.

Na locação residencial, o movimento segue forte. A construtora paulistana SKR, por exemplo, anunciou que irá construir imóveis exclusivos para locação flexível. Já o grupo Estancorp, que incorpora e administra hotéis, lançou a eConfor, uma marca para locar imóveis residenciais com serviços embutidos, também em São Paulo.

Para acelerar a captação de bons imóveis, a imobiliária Beiramar, de Brasília (DF), se propõe a pagar o aluguel ao proprietário mesmo se o imóvel não for locado em 30 dias, para os contratos de exclusividade. O Imobi entrevistou Pedro Fernandes, CEO da empresa, que explica a estratégia do aluguel garantido para imóveis selecionados.

Olhando para os mais de 60 milhões de brasileiros com o nome negativado, a Alpop Aluguel desenvolveu com inteligência de dados um sistema de análise cadastral focado no mercado imobiliário de locação popular. Caio Belazzi, CEO da Alpop, conta ao Imobi sobre o modelo de negócios da startup e como ela pode ajudar a diminuir o déficit habitacional do Brasil.

O Imobi Report tem um infoproduto dedicado ao setor de locação. Publicado todas as quartas-feiras, ele traz a análise de um tema principal, seleção de notícias ligadas ao segmento, indicadores e entrevistas exclusivas. Experimente o Imobi Aluguel gratuitamente por 7 dias, que já te dá acesso à edição de amanhã. Nesta semana, falamos da importância de monitorar a adimplência das taxas de condomínio – já que a falta de pagamento pode comprometer o proprietário – e sobre as ferramentas tecnológicas que ajudam as imobiliárias a manter essas contas sob controle. 

Por fim, mas não menos importante: ainda dá tempo de se inscrever para o Aluguel Master, o treinamento mais completo e imersivo para imobiliárias de aluguel. Com metodologia exclusiva, ajuda imobiliárias a se organizarem e melhorarem sua rentabilidade, explorando mais de 10 temas.

Imobiliárias

De quanto tempo o cliente precisa para escolher um imóvel? Em 51% dos casos, o aluguel de um imóvel é definido em menos de um mês. No caso de uma compra, o prazo pode ser bem maior. Enquanto 23% das pessoas levam de 1 a 2 meses para fechar a transação, outros 15% demoram mais de um ano para concluir a jornada de compra. Os dados são do DataZap+

As vendas no luxo vão de vento em popa e, com isso, surge um novo desafio: a falta de estoque. Até mesmo gargalos envolvendo opcionais ou localização estão sendo relevados, diante do consenso de que o momento de aproveitar é agora.

O cashback imobiliário é uma realidade. O modelo tem atraído interessados e oferece possibilidades como o uso do valor para hospedagem em hotéis ou diretamente em aplicações financeiras. A Loft vai devolver 3% do valor do imóvel para quem fizer duas transações em um período de seis meses.

O assunto não é novo, mas artigo no Estadão lembra a importância do mercado imobiliário atentar-se à LGPD. Se sua imobiliária ainda não implementou uma política de proteção de dados, pode ser bom negócio correr atrás de assessoria jurídica. As informações pessoais de clientes são dados sensíveis e a penalidade por uso inadequado pode chegar a R$ 50 milhões. 

Um novo corretor de imóveis, atendimento personalizado e muita tecnologia. Essas são tendências que Gustavo Vaz, cofundador da EmCasa, aponta para o futuro do mercado imobiliário. Confira o artigo publicado pelo Infomoney.

Oportunizar o mercado para mulheres e entender que a corretagem de imóveis é uma profissão relevante e com lastro histórico. Estes foram alguns dos recados de Elisa Tawil em artigo especial para o Dia do Corretor, lembrado na semana passada. Confira no Imobi.

Apaixone-se por gente e pela sua carreira. A lição é do corretor Cris Turela, entrevistado desta semana na série especial do Imobi do Mês do Corretor. Depois de ajudar um casal a atravessar a rua com sacolas e bater um papo descontraído, o gaúcho fez sua primeira venda. Ali, entendeu que simpatia e proximidade com o cliente são os ingredientes principais da sua receita.

Um treinamento online sobre anúncios imobiliários, ministrado pela CUPOLA, maior agência de marketing imobiliário do Brasil: este é o Anúncios Imobiliários. Com metodologia exclusiva, este curso foi desenvolvido para ensiná-lo a dominar as principais ferramentas para a compra de tráfego pago na internet e ter resultados a partir do primeiro mês. Inscrições abertas.

Incorporadoras

Dados da CBIC apontam que a venda de casas e apartamentos novos foi 60,7% maior no segundo trimestre de 2021, comparada ao mesmo período de 2020. Entre trimestres, foi 7,2% maior comparado aos três primeiros meses do ano. Com o mercado aquecido, mas novos projetos adiados por conta do aumento nos custos da construção, o estoque de imóveis está encolhendo: no último trimestre, encolheu 7,1% na comparação anual. José Carlos Martins, presidente da CBIC, alerta como o descompasso entre oferta e demanda pode resultar em uma explosão no preço dos imóveis ao longo dos próximos meses.

Esse movimento já pode ser observado em São Paulo, cuja projeção para 2021 está mais comedida: “Se o mercado imobiliário paulistano crescer de 5% a 10% em 2022 está muito bom”, avaliou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. 

Além da construção: parte da reestruturação da Gafisa passa por novos braços de negócios. Entre elas, a plataforma Viver Bem, que oferece serviços de decoração, clube de compras e reforma, entre outros. Há, ainda, duas unidades que diversificam receita: a Gafisa Propriedade, subsidiária focada na exploração de gestão de imóveis próprios e de terceiros; e a Gafisa Capital, com foco em FIIs. Guilherme Benevides, CEO da incorporadora, explica: “Nós não queremos ser mais construtora e incorporadora. O novo mindset da Gafisa é se posicionar como uma grande plataforma de serviços imobiliários”.

Corroborando com boas práticas de ESG, a Revista Casa e Jardim traz cases de incorporadoras que promovem programas educacionais e de incentivo à leitura para seus colaboradores. A A. Yoshii, por exemplo, promove o Canteiro da Leitura, um espaço com kits de livros, revistas e gibis nos canteiros da construtora. Já a MPD Engenharia tem o programa Construindo Letras, que visa alfabetizar trabalhadores e empreiteiros, fornecer classes dos ensinos fundamental I e II, além de outras experiências culturais. O projeto educacional já formou 270 pessoas.

Reportagem da Folha de S. Paulo aborda construções que fazem uso de madeira. Um dos citados é a startup Noah, que pretende construir de três a cinco prédios comerciais em São Paulo. Destacamos frase do diretor da startup, Nicolaos Theodorakis: “Enquanto o norueguês nasce em uma casa de madeira, sabe o que é cheiro, o visual dela, nós crescemos com a história dos Três Porquinhos. Há um mito para ser quebrado”. Já José Alberto, diretor da Crosslam, empresa que fabrica CLT (madeira laminada cruzada), defende que madeira é excelente isolante térmoacústico e tem preço mais estável: “Você precisa plantar essa árvore, tem todo o tempo de crescimento, são sempre investimentos de longo prazo e isso traz estabilidade de preço”.

Techs

Os recordes na contratação de crédito sinalizaram uma tendência clara do mercado imobiliário. Sem vacilar, os unicórnios correram para esta direção – a última grande movimentação veio com a Loft, que fez a compra da Credihome. Confira no artigo de Rodrigo Werneck, CEO da CUPOLA, como a onda dos financiamentos pode representar receitas para imobiliárias e corretores.

Artigo do conselho de real estate da Forbes aponta como moradias compartilhadas podem ser o novo grande alvo das proptechs. O coliving é uma alternativa para a falta de oferta de moradias e oferece uma escalabilidade rápida com o uso da tecnologia para dar match entre os interessados. Além disso, empresas como a PadLive, nos EUA, se baseiam no compartilhamento com um argumento social: reduzir custos e dar mais independência financeira para os trabalhadores.

A 100 Open Startups anunciou as corporações líderes em open innovation com startups do Brasil, as TOP Open Corps 2021. O ranking chegou à sua sexta edição em 2021. Na categoria Top 5 Imobiliário, MRV, Cyrela, SYN Prop & Tech, Loft e Quinto Andar foram premiadas, sendo responsáveis por 51% dos relacionamentos com startups identificadas no setor.

Com um leque de soluções cada vez mais diversificado, as startups do segmento imobiliário chegaram a um total de R$ 4,77 bilhões de reais levantados em investimentos de venture capital. O valor é quatro vezes maior do que o total registrado em 2020. Os números são da consultoria de inovação Distrito, que apontou que o Brasil chegou a um total de 527 proptechs e construtechs neste ano.

Estamos de olho

Com a notícia de que o orçamento do programa Casa Verde e Amarela poderia ser revisto na última semana, o tema bombou na imprensa. Segundo a CBIC, uma proposta foi enviada ao conselho curador do FGTS na semana passada, mas a recepção da proposta não foi divulgada ao público.

Reportagem do Estadão aponta que o programa está estagnado e esbarra na falta de recursos do Orçamento federal. As entregas de novas casas do programa habitacional estão abaixo da média dos últimos anos e as novas funcionalidades, como programa de regularização e reformas, não saíram do papel, uma vez que nenhuma moradia sequer foi entregue nestes termos.

O jornal também entrevistou secretário nacional de Habitação, Alfredo Santos, que defende como o primeiro ano da nova política impulsionou financiamentos habitacionais no Nordeste. Segundo o secretário, a redução dos juros colocou o crédito habitacional ao alcance de 1 milhão de famílias.

Na Revista Casa e Jardim, as 10 casas mais caras de São Paulo. Spoiler, os preços vão de 25,8 a 70 milhões de reais.

Falando em alto padrão, em Balneário Camboriú começaram as obras de alargamento da praia – e o preço dos imóveis já subiu. Segundo reportagem, em três lançamentos de diferentes construtoras, o preço dos apartamentos sofreu um aumento de quase 10% em relação aos cobrados até o segundo trimestre deste ano. Depois das reações críticas na internet aos impactos ambientais da obra, estão pipocando reportagens explicando como essa não é a primeira extensão de praias brasileiras e deve ser a última.

Na última semana, em comemoração ao Dia do Corretor de Imóveis e homenagem à memória de Anderson Trinca, aconteceu o evento “Compartilha Corretor”. Se você perdeu, ainda dá para assistir a transmissão no Youtube.

Já ouviu o último episódio do Semana Imobi, nosso podcast? Na última semana, discutimos a onda do crédito imobiliário, a alta na taxa de juros, entre outros.

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