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[112] Como imobiliárias estão contornando dificuldades na habitação popular

Imobi Report
Escrito por Imobi Report em 4 de maio de 2021
12 min de leitura
[112] Como imobiliárias estão contornando dificuldades na habitação popular
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Você já conhece o Imobi Aluguel? O relatório de inteligência exclusivo sobre locação de imóveis é feito pelo time de jornalistas do Imobi Report. Na edição de amanhã, traremos um panorama sobre imobiliárias que atuam na administração de condomínios, com desafios e oportunidades para a operação casada com a locação. Assine e experimente gratuitamente por 7 dias.

Não apenas as incorporadoras estão se reinventando para driblar o aumento dos preços dos materiais de construção. Diante da alta dos insumos e uma esperada redução dos estoques, imobiliárias que tradicionalmente trabalhavam com imóveis econômicos, principalmente na faixa 1 do Minha Casa Minha Vida e Casa Verde Amarela, estão apostando na diversificação da carteira. Em conteúdo publicado no Imobi Report, mostramos como incorporadoras e imobiliárias estão se adaptando a essa nova realidade, considerando que não há perspectivas de que os preços voltem a baixar. 

Outra preocupação para quem trabalha com imóveis econômicos é o corte no orçamento da habitação popular, como já mostramos aqui no Imobi Report, na semana passada. A repercussão a respeito da medida foi tão negativa que, passados apenas alguns dias, o Governo Federal se manifestou novamente sobre o assunto, dizendo que o corte foi feito por “questões técnicas” e que fará a recomposição do orçamento, por “meios legais”. Não informou, entretanto, como e quando isso será feito. 

A Abrainc se posicionou contra o corte no orçamento da habitação, assim como a CBIC, que já tinha se manifestado logo após o anúncio. “Entendemos que é importante a continuidade das obras em andamento, dado o déficit habitacional existente e o impacto na geração de emprego e renda que esta ação teria no atual momento da retomada do crescimento do país”, destacou Luiz França, presidente da Abrainc, em nota oficial. 

Além de anunciar que fará a recomposição do orçamento da habitação, o Governo Federal também informou que vai estudar modelos de aluguel social para famílias de baixa renda, com a participação da iniciativa privada. A ideia seria testar o piloto desse programa já no segundo semestre deste ano, dando prioridade a famílias que gastam mais de 30% de sua renda com o pagamento de aluguel. A conferir.

Imobiliárias

Na cobertura da novela da alta do IGP-M, não podemos deixar de falar da locação comercial. No capítulo mais recente, shoppings centers e lojistas se uniram contra o projeto de lei que tenta fixar o IPCA como reajuste do aluguel. O presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai, disse à Revista PEGN: “Além de ser algo inconstitucional, se classifica como clara interferência do Estado em contratos privados. O país está tentando recuperar a confiança internacional, isso com certeza não vai ajudar”. Nabil Sahyoun, presidente da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), engrossa o coro: “É muito mais fácil você fazer um acordo neste momento com o lojista que já está há muitos anos com você”.

A alta do IGP-M também está impactando outros setores. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por exemplo, decidiu que os clientes que pagarem contas de luz com atraso terão o valor do débito corrigido pelo IPCA, e não mais pelo IGP-M. No Globo, reportagem explica como o índice é uma “jabuticaba” brasileira: mistura pressões no atacado com preços ao consumidor e custos da construção, o que não é usual em nenhum outro país.

Com o objetivo de acelerar a jornada de aluguel, a CredPago passou a oferecer o Simulador de Locação. A ferramenta oferece uma pré-aprovação de valores de aluguel para o inquilino e, além disso, qualifica este lead para a imobiliária. Segundo o CEO da CredPago, Jardel Cardoso, “os clientes relatam que, com o uso do simulador, a taxa de conversão das locações aumentou em cerca de 65%, um volume significativo e importante para nós”. 

No Estadão, reportagem traz empresas de locação flexível. Há figurinhas conhecidas, como Housi e o próprio Airbnb, além da Nomah, integrante da Loft, que atua com foco na gestão e transformação de imóveis para locação flexível em São Paulo. Também é citado o case da anyLife, startup que atua com imóveis prontos, obras ou lançamentos, com foco em hóspedes corporativos ou turistas e proprietários.

A locação com duração flexível já foi tema no Imobi Aluguel. Aqui, você confere uma entrevista gratuita sobre “paliativos” contratuais para essa operação com o advogado Gustavo Kloh, professor da FGV Direito Rio e membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (Ibradim). E aqui você encontra mais informações sobre como assinar o Imobi Aluguel.

Incorporadoras

Para atender novas necessidades dos consumidores, potencializadas em meio à pandemia, incorporadoras estão apostando na personalização de imóveis ainda na planta. É o que mostra matéria publicada pelo jornal O Globo, que cita a D2J Construtora, Opportunity e a Mozak como exemplos de incorporadoras que estão fortalecendo essa funcionalidade para atrair novos clientes, seja no segmento residencial ou comercial. Também traz impressões de imobiliárias e outros especialistas de mercado sobre o assunto. 

A personalização de imóveis já foi assunto de conteúdo publicado pelo Imobi Report, mostrando tendências para aceleração do ciclo de obras, que também incluem a construção modular, solução que vai ser adotada pela Vitacon. De acordo com matéria publicada pelo Valor Econômico, a incorporadora está desenvolvendo cinco projetos com utilização desse método construtivo. Serão empreendimentos de studios e apartamentos de um dormitório, com plantas flexíveis, somando um VGV de R$ 700 milhões. 

As adaptações em projetos de lançamentos, entretanto, não são exclusividade da pandemia. Matéria publicada pela Folha de S. Paulo mostra que o novo Plano Diretor da cidade de São Paulo, em vigor desde 2014, foi decisivo para que as incorporadoras repensassem algumas características de seus empreendimentos, aproximando-os mais das linhas de metrô e corredores de ônibus. A Setin é uma das empresas que mudou os critérios para prospecção de terrenos, com três empreendimentos próximos a eixos de transporte com previsão de lançamento entre 2021 e 2022, como indica o CEO da companhia, Antonio Setin, em entrevista à Época Negócios. 

Apostando na digitalização das vendas, a RNI tem vivido seu melhor momento. No primeiro trimestre, a incorporadora bateu a marca de R$ 221 milhões de VGV, com o lançamento de três novos empreendimentos. O valor representa uma alta de 241% em relação ao resultado obtido no primeiro trimestre do ano passado. Já a You captou R$ 90 milhões para financiar a compra de terrenos para lançamentos a serem feitos em 2022 e para pagamento de dívidas. A Viver, por sua vez, após processo de recuperação judicial, vai aproveitar o momento para retomar seus lançamentos – a última apresentação de empreendimento feita pela incorporadora foi em 2013. 

Apesar dos bons resultados obtidos pelas incorporadoras nos últimos meses, a confiança na construção civil começa a cair. Em abril, o ICST caiu pela quarta vez consecutiva, atingindo 85 pontos, menor nível desde julho de 2020. O Índice de Situação Atual e o Índice de Expectativas também registraram queda no último mês. Com isso, a CBIC reduziu sua projeção para o crescimento do PIB da construção neste ano de 4%, em janeiro, para 2,5%. O que mais pesou na estimativa foi a alta do preço dos materiais de construção, aliada à falta de previsibilidade quanto à solução do problema. 

Techs

De olho no investidor de imóveis, o QuintoAndar lançou uma nova funcionalidade: irá disponibilizar dados sobre rentabilidade e retorno esperado na aquisição dos imóveis à venda no seu marketplace. A startup vai usar o banco de dados e a experiência em locação para entregar essas informações para os interessados.

Sobre proptechs e novos formatos de negócios que surgem dentro de uma empresa, nesta semana, no Imobi, trazemos uma entrevista com Paulo Fernandes, CEO da RuaDois. Paulo conta como a startup nasceu dentro da tradicional imobiliária Beiramar, a partir da análise das dores na operação da companhia, vistas de dentro. Hoje, a RuaDois fornece toda a jornada digital a outras imobiliárias, mas com foco mais direcionado às visitas, etapa que Paulo identificou como calcanhar-de-aquiles na época como diretor da Beiramar.

Na Revista Casa e Jardim, 8 plataformas que podem facilitar o dia a dia de quem trabalha no mercado imobiliário. Algumas já são conhecidas, mas vamos listá-las: Grupaly (app de mensagens para condomínio); Fix (startup de pequenas reformas); Banib (tours virtuais); InstaCasa (realidade aumentada para loteamentos); MagicPlan (realidade aumentada); SunSeeker (app que mostra onde o sol baterá em um imóvel); ColorSmart (aplicativo para simular diferentes cores de parede); e Pró-Reforma (aplicativo de reforma de piso).

Mundo

No último ano, não foi só o mercado imobiliário brasileiro que esteve aquecido. Nesta editoria, em especial, acompanhamos o mercado estrangeiro que também esteve (e está) em alta. No Imobi Experts, evento do Imobi Report que aconteceu em abril, houve um bate-papo exclusivo sobre o mercado imobiliário internacional. Luciene Cofresi, Dayanne Costa e Eliane Ribeiro, especialistas em Miami, Nova York e Lisboa, respectivamente, conversaram sobre como vender imóveis no mercado imobiliário internacional.

Quando questionadas sobre oportunidades no mercado internacional, as especialistas apontam que a alta do câmbio está fazendo com que brasileiros com imóveis no exterior estejam os vendendo para se capitalizar. Esta percepção é complementada em reportagem da Folha de S. Paulo, que conta sobre como brasileiros estão desistindo do sonho de morar na Flórida.

Ainda sobre o mercado americano, na Gazeta do Povo, o colunista Flavio Quintela levanta o questionamento sobre a existência de uma bolha imobiliária se formando nos EUA. Para o articulista, a resposta é não. No texto, ele explica que o que está ocorrendo é uma valorização com lastro.

Na Holanda, na cidade de Eindhoven, um casal de aposentados escolheu viver na primeira casa impressa em 3D da Europa. A casa, feita de concreto, tem dois quartos e foi produzida por um projeto da Universidade Técnica de Eindhoven, junto à prefeitura da cidade e quatro empresas. A construção levou cerca de 120 dias e seu projeto faz parte de uma série de pesquisas que tentam responder à necessidade de moradias na Holanda.

Estamos de Olho

Diretora comercial da Cyrela Sul, Adriana Celestino é a convidada da semana no podcast “Vem Pra Mesa”. Em entrevista a Sergio Langer, ela conta sua trajetória no mercado imobiliário, além de falar sobre as particularidades regionais, as melhores práticas de mercado e o atual papel do corretor de imóveis na jornada de compra. 

O grande vencedor do Oscar neste ano foi o filme “Nomadland”, de Chloé Zhao, que também ganhou o prêmio de Melhor Direção. O longa trata da noção de “lar”, pela perspectiva de uma mulher de 60 anos – interpretada pela também premiada atriz Frances McDormand – que perde tudo na grande recessão. O ArchDaily fez uma análise de como o filme aborda a relação entre as pessoas e suas casas e também com as cidades. 

A decisão do STJ que autoriza condomínios a vetar o aluguel de imóveis por temporada continua em pauta. Matéria publicada pelo InfoMoney mostra o que proprietários podem fazer em relação ao assunto, se tiverem interesse em continuar com a locação, a despeito da decisão

O Governo Federal lançou a plataforma VendasGov, que unifica as ofertas de imóveis à venda, pertencentes à União, aos Estados e municípios. De acordo com o Valor Investe, todas as fases da concorrência pública ocorrerão de forma digital. Desta forma, o site possibilitará que os interessados tenham acesso, em um mesmo local, a fotos dos imóveis, íntegra dos editais, envio de propostas e acompanhamento da declaração do vencedor da licitação. A plataforma, entretanto, não contempla outras ações, como locação de imóveis e etapas do pós-venda do imóvel, por exemplo. 

Com a implantação do modelo híbrido de trabalho, após mais de um ano de pandemia, grandes corporações começam a pensar em soluções para quando seus funcionários estiverem trabalhando presencialmente, de acordo com conteúdo publicado pelo GRI Club. Além de dividir departamentos ou equipes em escritórios regionais pela cidade, os squad office, outra solução encontrada tem sido apostar mais na utilização do coworking, em um movimento batizado como anywhere office. Além de vale-transporte e vale-alimentação, grandes empresas podem começar a oferecer como benefício para seus colaboradores, em breve, um “vale-coworking”.

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