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Home staging é aliado das imobiliárias para vender ou alugar mais rapidamente

Ana Carolina Bendlin
Escrito por Ana Carolina Bendlin em 21 de janeiro de 2021
5 min de leitura
Home staging é aliado das imobiliárias para vender ou alugar mais rapidamente
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No mercado imobiliário, uma derivação do conceito de arquitetura emocional está presente por meio da utilização da técnica de home staging, que aos poucos vem ganhando mais força no Brasil, após o rompimento de algumas barreiras, como o custo para se fazer reformas e a cultura do comprador. Ao perceber as vantagens que o home staging pode trazer, principalmente a aceleração da comercialização dos imóveis, seja para venda ou aluguel – algumas estatísticas demonstram que imóveis que passam pela técnica podem levar até 80% menos tempo para serem vendidos, por exemplo. Mas, afinal, o que é home staging? Para entender melhor esse conceito, o Imobi ouviu especialistas na área que explicam o conceito, como e quando ele deve ser utilizado. 

De acordo com a arquiteta Maiara Faria, home staging nada mais é que “uma adaptação do conceito de arquitetura emocional, mas vista de uma maneira mais comercial”. Utilizando técnicas de cenografia, fazendo uma verdadeira “encenação da casa”, o serviço tem o objetivo de deixar o ambiente próximo de uma residência habitada, dando a sensação de conforto e aconchego para que o cliente se sinta à vontade e deseje morar naquele imóvel. “Podemos dizer que o home staging cria personalidade despersonalizando, ou seja, possibilita um design mais genérico, onde a rede de compradores será certamente ampliada”, avalia. 

home staging

A arquiteta ainda explica que o home staging é baseado em três pilares: 1) design de interiores (variando desde a contratação de um arquiteto/designer para uma assessoria pontual com o que o cliente já tem, até reformas substanciais, podendo inclusive melhorar a integração dos ambientes e a parte estrutural do imóvel); 2) estratégias de marketing (como fotos profissionais, vídeos, divulgação); 3) know-how imobiliário (por isso a maioria é custeada pela imobiliária ou incorporadora, pois são as pessoas chaves a saberem o nicho de mercado da localidade do imóvel)”. 

Estimulando os cinco sentidos do corpo humano

Para obter sensação de conforto e aconchego, que faz com que o cliente se veja inserido naquele ambiente e acabe tendo interesse em comprar ou alugar o imóvel, a designer de interiores Schaelly Campos, mais conhecida como Shae, afirma que é preciso estimular os cinco sentidos do corpo humano. “De preferência, nenhum dos cinco sentidos devem ficar de fora do home staging porque é assim que acionamos a memória afetiva, que é aquela memória da primeira infância, na qual a gente se sente realmente feliz, com uma recordação muito positiva. Por isso, o home staging utiliza bases da arquitetura emocional e também da neurociência”, explica Shae, oferece esse serviço desde 2015. 

Schae home staging
A designer de interiores Schaelly Campos

Mas, como estimular os cinco sentidos com o home staging, até mesmo o paladar? “Dentro das técnicas de home staging, nós utilizamos vários elementos, nós pensamos nas cores, na iluminação, na disposição dos móveis, pensamos em cada objeto que a gente coloca ali para criar uma cena, para que a pessoa consiga se ver inserida ali dentro. Muitas vezes, até preparamos um café da manhã para oferecer ao cliente no dia da visita ao imóvel”, conta Shae. “Quando nós racionalizamos, processamos em torno de 50 ou 60 bits de informação por segundo. Quando nós sentimos, quando usamos o lado emocional, recebemos 11 milhões de bits de informação por segundo”, completa. 

Home staging valoriza o imóvel? 

Shae, entretanto, lembra que o home staging por si só não é responsável por uma valorização monetária da unidade, mas, sim, pela aceleração dos negócios envolvendo o imóvel, seja para venda ou aluguel. “Tem gente que diz que esse serviço valoriza o imóvel em até 30%, mas aí não é home staging, é house flipping, que é quando o investidor compra um imóvel bem deteriorado, às vezes em leilão até, faz uma reforma completa e vende com lucro”, esclarece. “Podemos dizer que o home staging gera valor, mas não necessariamente financeiro. Eu já fiz trabalhos em que tinha duas, três pessoas interessadas no imóvel. Então, se tem fila de espera, ninguém pede desconto e o proprietário consegue vender por um valor melhor”, completa. 

De qualquer forma, é indiscutível o fato de que o home staging pode contribuir para a aceleração de negócios no mercado imobiliário. Por isso, Shae defende que o profissional que oferece esse serviço seja mais valorizado tanto pelas imobiliárias quanto pelos proprietários que estão vendendo ou alugando imóveis. “O proprietário precisa entender que a casa que a gente vende não é a mesma casa que a gente mora, que a gente precisa cuidar dela como se fosse receber um parente querido, que a casa precisa estar preparada, que a pessoa olhe para o outro como ela mesma gostaria de ser atendida. Com o home staging, a gente pode facilitar a vida do proprietário e do corretor, atingindo as emoções do cliente final, mostrando que o imóvel está preparado para a mudança, pois este é um momento de muita insegurança para quem está comprando ou alugando. Se o cliente olha para o imóvel e fica com a sensação de que vai precisar fazer uma grande reforma para se mudar, isso pode dificultar a venda e fazer com que esse potencial comprador queira pedir um desconto, abaixar o preço, nem mesmo fechar o negócio”. 

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