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Dia do Corretor

Cris Turela, o corretor de imóveis que é um facilitador imobiliário

Ana Clara Tonocchi
Escrito por Ana Clara Tonocchi em 30 de agosto de 2021
4 min de leitura
Cris Turela, o corretor de imóveis que é um facilitador imobiliário
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Quando eu era criança, tinha uma coisa chamada “caixinha de tesouros”. Era, essencialmente, uma caixa cheia de cacarecos: pedras, conchas, folhas secas. Não preciso nem entrar em detalhes sobre como essa caixinha era especial, né?! Pois começo esse texto assim já que o entrevistado de hoje, Cris Turela, com certeza deve ter uma caixinha de tesouros recheada de dicas de como lidar bem com pessoas. É que essa é a paixão de Cris: gente. O mercado imobiliário envolver tanta gente foi uma das coisas que o atraiu para o setor.

Cris Turela
Cris Turela

Os ensinamentos de uma cidade turística

Cris nasceu em Soledade, Rio Grande do Sul, mas ainda bebê se mudou para Gramado com os pais. “Em Gramado eu aprendi a ser gente. Morei lá por 30 anos e comecei a trabalhar aos 14, como garçom. Fui de servente até instrutor de esportes de neve – um dos poucos no país”, conta. Em Gramado também conheceu a esposa, que o trouxe para o litoral gaúcho, em Capão da Canoa.

Com tantos anos morando em uma cidade turística, Cris teve que aprender a lidar logo cedo com a diversidade. “Gramado recebe gente de todo Brasil… até mais, do mundo todo! Então, quando entrei no mercado imobiliário, já estava formado na arte de lidar com as pessoas”, brinca.

Foi o padrinho dos seus filhos, que é corretor de imóveis, que lhe apresentou o mercado imobiliário. “Talvez por entrar no mercado com outra cabeça, sempre fui muito ligado ao relacionamento e ao digital”. Suas duas primeiras vendas refletiram exatamente isso: sua primeira aconteceu pois Cris foi ajudar um casal atravessando a rua com sacolas. Papo vai, papo vem, o tal casal comentou que queria trocar de apartamento e rolou o primeiro negócio. Já o segundo negócio foi feito totalmente pelo celular, com um cliente do Rio de Janeiro.

O Cris e a Qub

Hoje, é difícil falar do Cris sem falar da Qub, imobiliária onde ele atua. “Conheci os meninos da Qub em São Paulo e pensei ‘eu preciso trabalhar com eles’. Demorei 3 meses para convencê-los e hoje estamos aqui”, conta.

É que Cris e a Qub trabalham com o mesmo propósito: mais qualidade, menos quantidade. “Hoje, nosso negócio é de curadoria imobiliária inteligente. Só trabalhamos com casas em condomínios fechados, com foco em qualidade, relacionamento com o cliente e curadoria. Ou seja, não quero só vender e tirar a comissão: quero que o cliente me convide para comer um peru de Natal na casa nova dele”.

A premissa do negócio também passa pela presença constante nas redes sociais. Por isso, Cris investe no seu Instagram. “Com o meu trabalho nas redes sociais, o cliente já chega me conhecendo e conhecendo minha essência. Eu não uso terno e gravata, por exemplo, uso tênis e camiseta. Mas aí o cliente me procura e já pergunta como estão meus filhos, ele já conhece minha vida e meu trabalho”.

Inclusive, Cris usa outro nome para sua profissão: facilitador imobiliário. “O nome já diz: nós facilitamos a vida do comprador, do vendedor e, também, a nossa ao fazer um gerenciamento melhor do nosso tempo”, analisa.

“Na minha opinião, a venda não acontece só no momento da assinatura do contrato. Vem de antes, ao ouvir o cliente, talvez se reunir em um momento mais descontraído, fazer um churrasco, entender a demanda dele, da sua família… E depois, rende mais ainda. O cliente indica para amigos, família e mantemos o relacionamento”.

Ser corretor não é barbada

“Minha parte preferida do meu trabalho hoje são as pessoas. Eu amo gente e isso não tem preço. Mas minha profissão começou na minha adolescência, quando fui garçom pela primeira vez. Minha jornada é longa e a vida de corretor não é barbada, é punk”, comenta Cris.

Por isso, quando questionado qual dica daria para um novo profissional, Cris lembra da importância de acreditar no que você está fazendo. “Acredite em você e na escolha que você está fazendo. Se especialize em uma área e mergulha: quer trabalhar com aluguel? Leia, estude, saiba tudo que tem sobre locação. Eu sempre acreditei na presença digital e já fui muito zoado por colegas corretores. Fazia vídeos nos imóveis e acabava caindo em grupo de WhatsApp, com os caras fazendo piada. Eis que veio a pandemia e todo mundo se digitalizou”, conta.

Confiando no processo e no seu trabalho, o objetivo de Cris é se especializar cada vez mais em casas na praia: “Quero muito que, quando as pessoas pensem em comprar uma casa no litoral gaúcho, pensem em mim”.

Se 2020 foi ano de plantar, criar relacionamento e cultivar seu trabalho, 2021 está sendo de colher. Não só profissionalmente: foi nesse ano que nasceram Lucca e Matteo, seus filhos gêmeos. “2021 está sendo um ano que não sei nem definir em palavras. Hoje, alterno a vida de corretor com pai de gêmeos. As pessoas perguntam: como você dá conta? Eu brinco que eu não dou conta – eu me permito ser pai e me permito ser corretor de imóveis. Agora, eu estou sendo corretor. Daqui a pouco, vou pra casa ser pai”.

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