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Setor da incorporação teme escalada de custos com fim da escala 6×1
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Setor da incorporação teme escalada de custos com fim da escala 6×1

24 fev 2026
Última atualização: 23 fevereiro 2026
Imobi Report
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10 min
Setor da incorporação teme escalada de custos com fim da escala 6x1

Ricardo Basaglia anunciado como keynote no CUPOLA Summit 2026. Além do CEO da Michael Page Brasil, nomes como Fabiano Marinho, CEO Grupo Lago; e Paulo Toledo, Sócio e fundador da CIA Multiplataforma Imobiliária, também vão palestrar no evento. O encontro estratégico acontece de 20 a 22 de maio, em Curitiba (PR). Compre seu ingresso até 25/02, às 23h59, e economize R$ 100, com desconto adicional de 10% do Imobi Report!

A proposta de emenda constitucional que visa o fim da escala de trabalho 6×1 (redução da jornada semanal de 44 horas para 36 horas), atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, acende alerta entre representantes do mercado imobiliário. Entidades como o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), manifestaram preocupação com os impactos da medida, projetando um aumento nos custos operacionais, que pode ser repassado ao consumidor final. (Valor Econômico)

O setor de incorporação, que já enfrenta um cenário desafiador marcado pela inflação de insumos e pela escassez de mão de obra qualificada, vê a mudança na jornada de trabalho como um novo fator de pressão. Conforme apontam os representantes, a alteração na escala exigiria a contratação de mais pessoal ou o pagamento de mais horas extras para manter o cronograma das obras, elevando diretamente o custo do metro quadrado construído.

Para as entidades, a principal implicação prática dessa mudança, caso aprovada, será o encarecimento dos imóveis novos. Em um mercado onde o equilíbrio entre custo e preço de venda é fundamental para a viabilidade dos empreendimentos, qualquer aumento significativo nos gastos com pessoal tende a ser incorporado ao VGV.

Diferente do setor de incorporação, não se nota movimentação das imobiliárias, em especial as que operam com locação, em relação ao fim da escala 6×1. Muitas trabalham de segunda à sexta, com no máximo expediente aos sábados pela manhã. Assim entende-se que poucas serão afetadas diretamente pela mudança, sentindo apenas o possível impacto do aumento dos preços para o consumidor final.

Vendas e Locação

As competências que vão diferenciar os corretores em 2026. Em 2026, um cenário de eleições presidenciais, avanço da Reforma Tributária e oscilações na taxa Selic exige que os corretores de imóveis se tornem consultores mais sofisticados. A expectativa é de um aumento no “ruído” político, que tende a retrair a geração de leads, mas também de boas notícias na economia, como a potencial queda dos juros. Para se destacar, o profissional precisará dominar temas como crédito imobiliário, macroeconomia e matemática financeira, a fim de apresentar argumentos racionais a clientes investidores. A utilização de inteligência artificial para ganho de produtividade e a especialização em nichos de mercado serão diferenciais competitivos para quem busca maior autoridade e resultados. (Imobi Report)

Como evitar inconsistência entre a DIMOB e a DIRPF dos locadores. Com a instituição do CIB, a Receita Federal vai intensificar o cruzamento de dados da DIMOB, DIRPF e Carnê-Leão, aumentando a fiscalização sobre as declarações de aluguéis. Essa integração eleva o risco de locadores e imobiliárias caírem na malha fina por inconsistências. A principal implicação para o mercado é a necessidade de um rigor maior na gestão de informações. Imobiliárias devem orientar proprietários e inquilinos, garantindo que os informes de rendimentos e de pagamentos estejam perfeitamente alinhados. A recomendação é revisar cadastros, contratos e lançamentos periodicamente para evitar autuações e riscos fiscais. (Imobi Report)

CredAluga lança “Clube” de benefícios em parceria com o Grupo OLX e CUPOLA. O Clube CredAluga oferece geração de demanda nos portais ZAP, Viva Real e OLX, capacitação e benefícios exclusivos, organizados em categorias de engajamento. Com foco em performance e escala, a iniciativa busca ampliar negócios, fortalecer a gestão das imobiliárias e tornar o processo de locação mais ágil, digital e menos burocrático (Imobi Report).

Vem aí a 5ª temporada do Modo Avião! E neste ano o projeto ganha novo formato, “Por Dentro da Imobiliária”, com episódios que mergulham na operação, nos bastidores e na realidade destas empresas. O primeiro episódio da nova temporada vai ao ar em 25/02 (quarta). Siga no Spotify e YouTube e receba notificações a cada episódio.

Novos modelos de moradia impulsionam a “financeirização” dos imóveis. O investimento em imóveis se consolida cada vez mais como uma aplicação financeira, com novos modelos de negócio impulsionando a rentabilidade. Operações de locação flexível com gestão profissional, por exemplo, podem gerar um retorno mensal entre 0,8% e 1%, além de uma valorização anual do ativo estimada entre 4% e 6%. Essa tendência é reforçada pelo comportamento das novas gerações: um levantamento indica que 56% dos jovens entre 18 e 27 anos preferem adquirir imóveis como forma de investimento. Para o mercado, isso significa que as negociações se tornam mais focadas em indicadores como ROI, demanda local e estratégias de longo prazo. (Imobi Report)

📈 Taxas de condomínio sobem até 100% em um ano em bairros de SP (Valor Investe)

Construção e Incorporação

Demanda por imóveis personalizados. O perfil do consumidor de imóveis está mais exigente, impactando diretamente os projetos das construtoras. Além da busca por acabamentos de maior qualidade, os compradores valorizam a personalização dos imóveis ainda na planta, uma tendência impulsionada por mudanças demográficas, como a redução do número de moradores por domicílio para uma média de 2,83 pessoas em 2018. Outro fator decisivo é a presença de animais de estimação, que já somam 160,9 milhões no Brasil, superando o número de crianças. Isso força o mercado a adaptar os empreendimentos com espaços e soluções pet friendly, refletindo um setor que precisa atender a um público que busca transparência, flexibilidade e adequação ao seu estilo de vida. (Terra, Exame)

Incorporadoras impulsionam VGV de R$ 30 bi no alto padrão. O mercado de Médio e Alto Padrão (MAP) encerrou 2025 com um crescimento de 20% em relação aos R$ 25 bilhões registrados em 2024. O avanço, no entanto, foi concentrado em um grupo seleto de grandes incorporadoras. A Cyrela manteve a liderança, seguida pela Moura Dubeux. Destaque para o Grupo Plaenge, de capital fechado, que apresentou a maior taxa de Vendas Sobre Oferta (VSO) entre as líderes, com 90,3%, convertendo R$ 2,8 bilhões dos R$ 3,1 bilhões lançados em vendas líquidas. (Gazeta do Povo)

Crises na incorporação. A Gafisa enfrentou seu nono pedido de falência, após registrar um prejuízo de R$ 92,1 milhões no terceiro trimestre de 2025. No segmento econômico, a BRZ e a Fica Empreendimentos rescindiram o acordo para uma fusão que viabilizaria um “IPO reverso”. Já a Ekko Group, com projetos que somavam um VGV potencial de R$ 10 bilhões, tem obras paralisadas e enfrenta batalhas judiciais. Os casos ilustram as dificuldades operacionais e financeiras que afetam empresas de diferentes portes. (Valor Econômico, Infomoney, Estadão)

Previsões otimistas para o imobiliário em 2026. Em São Paulo, o volume de unidades vendidas no acumulado de 12 meses saltou de 138,8 mil no segundo trimestre para 151,7 mil no terceiro trimestre de 2025. Nacionalmente, a intenção de compra de imóveis atingiu o recorde de 50%, impulsionada principalmente pela Geração Z (jovens de 21 a 28 anos), entre os quais 56% manifestam o desejo de adquirir uma propriedade. Os números apontam para uma demanda reprimida e um otimismo latente no setor. (CNN Brasil)

💰 BRZ investe R$ 300 milhões no interior e litoral de SP (Terra)

🤙 Incorporadora de luxo Alfa Realty estreia no Minha Casa, Minha Vida (Exame)

Mundo

A quem pertencem as cidades? A gentrificação, impulsionada pelo turismo de massa e pela especulação imobiliária, segue transformando centros urbanos em todo o mundo. Em metrópoles como Cidade do México e Lisboa, o fenômeno tem provocado o aumento dos preços de aluguel e o deslocamento de moradores tradicionais para a periferia. A chegada de “nômades digitais” e a expansão de plataformas de aluguel por temporada são apontadas como fatores que intensificam a pressão sobre o mercado habitacional local. (O Globo)

Imposto sobre bilionários na Califórnia provoca êxodo da alta renda para a Flórida.. Embora a medida fiscal ainda não tenha sido aprovada, corretores locais relatam um aumento significativo na procura por casas de alto padrão por parte de californianos. O movimento indica uma migração de capital em busca de um ambiente fiscal mais favorável, aquecendo a demanda no segmento de ultra luxo. Para mitigar impactos e evitar a descaracterização urbana, especialistas sugerem regulação e moradia social.  (O Globo)

Jeffrey Epstein já teve imóvel na Vila Olímpia. Registros cartoriais revelam que o investidor foi proprietário de um apartamento no bairro de São Paulo, entre 2003 e 2005. O imóvel de 93 m² foi adquirido por R$ 245 mil, o equivalente a cerca de US$ 77,4 mil na época, e vendido dois anos depois por R$ 179,3 mil. Atualmente, unidades no mesmo edifício são avaliadas em mais de R$ 1,6 milhão, evidenciando a expressiva valorização imobiliária na região ao longo das últimas duas décadas. (G1, Terra)

Estamos de olho

O governo federal projeta contratar 1 milhão de novas unidades do MCMV em 2026. E em 2027 a previsão é de contratar mais 1 milhão, totalizando 3 milhões de contratos no acumulado desde 2023. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o programa já responde por 85% dos lançamentos imobiliários do país, impulsionado pela ampliação para famílias com renda de até R$ 12 mil. Mesmo com a perspectiva de queda da Selic, não há previsão de nova redução nos juros do programa, que já estão nos menores níveis históricos, como 4% ao ano para a Faixa 1 no Norte e Nordeste. A continuidade do ritmo depende da saúde financeira do FGTS. (Infomoney, O Globo, Valor Investe, R7, G1)

São Paulo anuncia unidades do MCMV no Airbnb. Imóveis financiados pelo programa em bairros centrais de São Paulo estão sendo anunciados em plataformas de aluguel de curta temporada, como o Airbnb. Uma investigação revelou que, em alguns edifícios construídos com incentivos fiscais para habitação popular, até 50% dos apartamentos podem estar sendo usados para hospedagem temporária. A prática desvirtua o objetivo social do programa, que é combater o déficit habitacional, e levanta o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e regulação para o uso desses imóveis. (G1, BBC)

Shopping no Rio será convertido em residencial MCMV. O prédio do antigo Shopping Promoinfo, no Cachambi, será convertido em um condomínio residencial. O projeto da construtora CTV prevê 228 apartamentos, com metragens de 39 m² a 65 m², e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 100 milhões. O empreendimento será enquadrado no programa MCMV, exemplificando a tendência de retrofit e reaproveitamento de estruturas urbanas para atender à demanda habitacional. (O Globo)

🔎 Projeto MCMV em Florianópolis gera protestos de moradores (Gazeta do Povo)

🏖️ Opinião: Mercado de luxo consolida ‘êxodo’ para o interior (Estadão)

🕵️ Crise no banco Master revela calote imobiliário em Goiás (O Globo)

Agenda

Acesse os bastidores das operações bem-sucedidas do Brasil. Para gestores focados em lançamentos imobiliários, a Imersão CUPOLA Lançamentos ocorrerá em São Paulo, de 15 a 17 de junho. O evento é desenhado para aprimorar a gestão estratégica e a previsibilidade comercial, oferecendo conteúdo técnico, mentorias em grupo e visitas a operações de referência no mercado, como MRV, Melnick e Plaenge, para análise de processos e estrutura. Participe!

Participe do Circuito Lais! São Paulo sedia no dia 24 de fevereiro, um encontro para decisores do mercado imobiliário com foco em gestão, dados e inteligência artificial. A programação, das 9h às 12h30, inclui painéis sobre o impacto da Reforma Tributária no setor e como a IA pode ser utilizada para extrair dados e otimizar o funil de conversão, com a participação de especialistas como Guilherme Machado e Diego Bonastre. Saiba mais!

Customer Experience e o mercado jurídico no Esquenta AB2L. No dia 11 de março, às 18h30, a Arbitralis sedia, no inovabra, em São Paulo, o primeiro Esquenta da AB2L, uma série de encontros que antecedem o principal evento anual que conecta inovação, estratégia e mercado jurídico. Esta edição inaugura a jornada com um tema que deixou de ser tendência para se tornar imperativo competitivo. Saiba mais!

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