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Por que cidades do interior do Brasil estão ganhando protagonismo no mercado imobiliário de luxo?
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Por que cidades do interior do Brasil estão ganhando protagonismo no mercado imobiliário de luxo?

16 jan 2026
Imobi Report
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3 min
Por que cidades do interior do Brasil estão ganhando protagonismo no mercado imobiliário de luxo?
Divulgação: Xangri-lá, RS.

Resumo

O mercado imobiliário de luxo no Brasil está se interiorizando, com cidades fora das capitais ganhando protagonismo ao atrair investimentos milionários. Locais como Balneário Camboriú, Sorriso e Xangri-Lá se consolidam como polos de alto padrão, impulsionados por urbanismo planejado, segurança, trabalho remoto e busca por qualidade de vida. O movimento tem elevado lançamentos e tíquetes médios no interior e estimulado incorporadoras a desenvolver projetos mais personalizados, sustentáveis e focados em experiência, indicando uma tendência de crescimento contínuo.

Interiorização tem estimulado o setor da construção civil, que tem respondido com projetos cada vez mais ousados e personalizados em cidades além das capitais.

O mercado de luxo no Brasil, historicamente concentrado nas grandes capitais, está passando por mudanças. Cidades do interior, antes vistas apenas como alternativas mais tranquilas às metrópoles estão se consolidando como verdadeiros polos de consumo sofisticado. O deslocamento tem surtido um efeito significativo e visível a olho nu: uma atração cada vez maior de investimentos milionários e uma transformação considerável no mapa do alto padrão no país.

Exemplos clássicos como Balneário Camboriú, em Santa Catarina — conhecida por muitos como a “Dubai brasileira” —, e Sorriso, no Mato Grosso — vista como a capital do agronegócio brasileiro, que já chegou a vender R$ 500 milhões em apenas 15 minutos —, além de Xangri-Lá, cidade do Rio Grande do Sul com pouco mais de 15 mil habitantes que, neste ano, deve superar a marca de R$ 2 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), têm mostrado que a tendência é clara: o luxo está se interiorizando.

“A ideia de que o consumo sofisticado, principalmente de imóveis, precisa estar atrelado a grandes centros urbanos está sendo desafiada por cidades que oferecem uma combinação rara de tranquilidade, infraestrutura e exclusividade”, explica Fabiano Braga, especialista em negociações imobiliárias em Xangri-Lá, no litoral norte gaúcho.

Para se ter uma ideia da força que cidades do interior do país vêm demonstrando frente a um mercado antes dominado por capitais, Fabiano estima que, entre os anos de 2021 e 2024, o número de lançamentos de imóveis de alto padrão e luxo em cidades do interior tenha crescido em torno de 10% em relação às capitais. Para ele, no caso de Xangri-La, o ticket médio também subiu e de forma considerável, hoje com residências chegando a custar a ‘bagatela’ de R$ 27 milhões.

Mas o que está por trás dessa interiorização do mercado imobiliário de luxo no país? Para o especialista, o modelo de urbanismo planejado e a sensação de segurança têm sido fatores-chave para uma mudança no comportamento de compra dos chamados “super ricos”. Segundo ele, a cidade do litoral gaúcho, por exemplo, não tem atraído apenas turistas, mas também famílias que decidiram transformar o local de férias em residência principal, impulsionadas pela possibilidade de trabalho remoto e pela busca por um estilo de vida mais equilibrado.

“O luxo deixou de ser apenas uma questão de localização e passou a ser uma questão de estilo de vida. E muitas cidades do interior estão oferecendo exatamente isso: qualidade de vida, segurança e um ambiente propício para viver bem”, ressalta Fabiano.

A mudança de comportamento também tem estimulado o setor da construção civil, que responde com projetos cada vez mais ousados e personalizados. Incorporadoras estão apostando em empreendimentos que vão além da estética e do acabamento, passando a focar em experiências completas, com clubes privativos, serviços sob demanda, tecnologia embarcada e soluções sustentáveis.

“Esse movimento não dá sinais de desaceleração. Com o avanço da conectividade, a descentralização do trabalho e o crescimento da renda em polos regionais, o interior do Brasil deve continuar ganhando protagonismo no mapa do luxo nacional”, conclui Fabiano Braga.

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