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Imobiliárias

4 motivos para as imobiliárias investirem em gestão de dados

Ana Carolina Bendlin
Escrito por Ana Carolina Bendlin em 12 de novembro de 2020
4 motivos para as imobiliárias investirem em gestão de dados
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    Em um mundo no qual o volume de dados armazenados já chega a 40 zettabytes (ou 40 trilhões de gigabytes) — o equivalente a 40 milhões de toneladas, se todo o volume de dados fosse salvo em discos Blu-Ray —, torna-se imprescindível para qualquer empresa investir na gestão de dados para organizar as informações geradas e melhorar os resultados nos negócios. No mercado imobiliário, não é diferente, é claro. Para o CEO da RuaDois, Paulo Fernandes, seguindo uma tendência mundial, o fenômeno do big data começou a ganhar mais força entre as imobiliárias há cerca de dois anos e, com a crescente digitalização no segmento em 2020, o tema ganhou ainda mais relevância. 

    Uma das propostas da startup é justamente aproximar as empresas do setor à gestão de dados, otimizando sua operação para gerar mais locações.  No entanto, ele aponta dois desafios que as imobiliárias ainda enfrentam quando se fala no assunto. “De um lado, estão aquelas que têm a cultura de dados e conhecimento para utilizá-los, mas enfrentam dificuldades em cruzar as informações das diferentes etapas do funil — sem processos digitais e automação, elas acabam usando planilhas para preenchimento manual, o que reduz a consistência dos dados, diminui a qualidade das análises, além de consumir bastante tempo de todas as equipes. Do outro lado, estão as empresas que ainda não têm tal cultura e desejam tomar decisões mais assertivas — por mais que tenham dados à disposição, têm dificuldades em tirar proveito deles”, comenta. 

    Por que investir na gestão de dados?

    É justamente por ainda existirem essas dificuldades que as imobiliárias devem investir na gestão de dados para melhorar a sua performance, de seus processos e dos negócios. Na visão da RuaDois, os quatro principais motivos para as imobiliárias apostarem na gestão de dados são: 

    1- Segurança para definir os investimentos em aquisição de leads

    Um dos principais desafios para as imobiliárias é transformar os fundamentos da tomada de decisão. Por isso, é preciso trabalhar com afinco para tornar a análise de dados algo acessível. “Quando a operação é digitalizada pela plataforma da RuaDois, há geração de uma infinidade de dados, que são coletados e disponibilizados de forma simples e intuitiva em painéis de resultados, também chamados de dashboards, o que contribui para a composição da análise”, explica o CEO da startup. Essa facilitação do acesso aos dados é determinante para ter segurança na definição dos investimentos, principalmente para escolher quais canais são prioritários para aquisição de leads (redes sociais, Google Ads, portais imobiliários, entre outros). 

    2- Melhor performance nos canais de aquisição

    Como consequência da segurança para as tomadas de decisão em relação à aquisição de leads, definindo de maneira mais assertiva qual valor e em quais canais investir, as imobiliárias também garantem uma melhor performance nos canais de aquisição. De nada adianta gerar muitos leads, se estes forem desqualificados, pois isso vai custar mais dinheiro e demandar mais tempo da equipe no atendimento de leads não maduros. “Adotar metodologia de growth hacking, como fazemos na RuaDois, também pode contribuir para isso. Desta forma, a partir dos dados, é possível definir hipóteses de negócios, que são testadas para auxiliar na decisão de manutenção de uma ou outra ação da empresa. Esta é a melhor estratégia para aumentar a eficiência de cada etapa do funil”, diz Paulo.

    3- Direcionamento do setor ou profissional de captação para imóveis com maior liquidez

    A inteligência de dados permite que a imobiliária saia da era da tomada de decisão com base na intuição, inclusive no que se refere à captação de imóveis. Quando há maior controle sobre os dados, é possível traçar uma estratégia para captação, evitando que a carteira de imóveis acabe incluindo opções que não são tão vantajosas para a imobiliária, o que gera custos indesejados, como tempo de equipe para atendimento do proprietário, produção de fotos, cadastro no site e divulgação. Além disso, evita que a captação seja feita com base em padrões de mercado ultrapassados ou, ainda, que a imobiliária caia em “furadas”, como imóveis deteriorados, que até podem ser alugados, mas podem demandar ainda mais trabalho à equipe futuramente. 

    4- Aumento da conversão em cada etapa do funil

    Com uma gestão de dados efetiva, a imobiliária tem mais controle sobre todas as etapas do funil, desde o início, na atração de leads, passando pelo setor de pré-atendimento, na etapa de qualificação, até a conversão, com a equipe de locação. No caso da RuaDois, tudo isso é facilitado com o acesso dos clientes aos painéis de resultados (dashboards). “Gostamos de usar uma analogia para explicar que a capacidade de interpretar dados é tão importante quanto tê-los à disposição: de que adianta ter uma Ferrari e não saber dirigi-la?. É por isso que a RuaDois é muito mais do que uma plataforma, nosso time de especialistas é fundamental para treinar e capacitar as imobiliárias para saber como tirar insights a partir dos dados e aproveitar os painéis de resultados (dashboards) ao máximo”, comenta Paulo. 

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    Scrum? Sprint? Squad? Entenda os principais conceitos da Metodologia Ágil | Imobi Report
    25 de novembro de 2020 15:34

    […] a Metodologia Ágil, nascida do universo dos softwares, que tem ganhado adeptos com rapidez entre imobiliárias, incorporadoras e profissionais ligados ao […]

    Alberto Abe
    Alberto Abe
    6 de janeiro de 2021 18:17

    Além dos 4 motivos citados, com os quais concordo plenamente e aplaudo, acho que o artigo poderia considerar mais um.

    Atualmente é possível conseguir dos locadores e locatários ou vendedores e compradores, de forma simples, direta e rápida, dados que, cruzados com o uso da inteligência artificial, podem se transformar em informações preciosas. E com sensibilidade e inteligência, seria possível então fazer uma seleção de negócios e aproximação entre as partes, de forma muito mais rápida, objetiva e produtiva, porque seria racional, lógica e desapaixonada.

    Os corretores fazem essa seleção de negócios de forma muito rudimentar, subjetiva e precária, já que poucos se preocupam em conhecer os desejos, necessidades e principalmente possibilidades reais dos envolvidos no negócio. E mesmo não possuindo essas informações e praticamente desconhecendo o cliente, são capazes de afirmar categoricamente: “não vai dar negócio, porque o cliente não vai gostar desse imóvel, não pode pagar, etc, etc …”  

    Assim, a imobiliária ou empresa que desenvolver e implementar uma “inteligência” do tipo que o Tinder, Netflix e outras plataformas desenvolveram para aproximar pessoas e interesses, vai se dar muito bem. E seria muito bem vinda ao mercado imobiliário que precisa se atualizar. Mesmo a contragosto da maioria dos profissionais que nele atua e que não gostaria de sair de sua zona de conforto.

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