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10 incorporadoras e seus lançamentos pós-pandemia

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Escrito por Imobi Report em 24 de novembro de 2020
10 incorporadoras e seus lançamentos pós-pandemia
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    Plantas que se adaptam à demanda do morador, áreas comuns valorizadas, maior preocupação sanitária: estas são algumas das características que incorporadoras citam quando falamos de imóveis pós-pandemia. O Imobi Report entrevistou 10 incorporadoras para saber quais tendências devem ficar na casa brasileira pós-coronavírus. Bait, Cury, Cyrela, Gafisa, Patrimar, HAUT, Moura Dubeux, Seed, Trisul e Vitacon discutem o que fica e o que vai.

    Muitas construtoras compartilham a ideia de que prever tendências e novidades para empreendimentos sempre foi um desafio do setor. Com um ciclo de incorporação longo, é importante que o planejamento de um novo empreendimento suporte infraestrutura e tecnologia construtiva que possa anexar as novidades. Por exemplo, ninguém imaginava que iríamos enfrentar uma crise sanitária, mas em 2016, quando desenhou um empreendimento que foi lançado em 2020, a Cyrela já previa infraestrutura que permitiu o sistema de ventilação e ar-condicionado nas áreas comuns – demanda dos novos moradores.

    Mas, definitivamente, flexibilidade é a palavra da hora: enquanto famílias exigirão tamanhos maiores e a demanda por imóveis mais afastados cresce, os pequenos apartamentos nas áreas centrais, com grandes áreas comuns, não deixam de ser valorizados. Tudo depende do perfil do seu cliente. Por isso, é muito importante conhecê-lo.

    Flexibilidade, inclusive, nos móveis de casa. Reportagem do The New York Times, traduzida pelo Estadão, traz exemplos de empresas que trabalham com móveis inteligentes e robóticos, que podem se mover conforme o morador demanda. Uma mesa de escritório vira uma estante de TV, por exemplo. Assim, os moradores podem aproveitar o espaço dos seus imóveis como mais é conveniente.

    A Feira de Imóveis Online, organizada pela Abrainc e CBIC, começou na última semana e vai até 28 de novembro. São mais de 16.000 imóveis ofertados e 130 construtoras participantes.

    Os resultados do terceiro trimestre das incorporadoras listadas na Bolsa de Valores foram divulgados. E foram positivos. As 14 maiores incorporadoras somaram lucro líquido de R$ 721 milhões, 56% a mais do que no mesmo período de 2019. 

    Os destaques do período estão nas incorporadoras de médio e alto padrão. Só a Cyrela reportou lucro de R$ 250 milhões. Já a Tecnisa divulgou as metas para 2021 e prevê lançar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão em projetos até o fim do próximo ano. A Trisul, inclusive, lançou o próprio aplicativo para estreitar a relação com os investidores.

    Uma das preocupações da retomada, principalmente para as incorporadoras que atuam no mercado econômico, é em relação ao aumento do custo dos insumos da construção. No Estadão, reportagem reúne os pontos de atenção para a recuperação da indústria. Além dos insumos, há uma preocupação com a economia no geral, em especial com a taxa de desemprego.

    Na Istoé Dinheiro, Renan Sanches, diretor financeiro da Tenda: “Existe perspectiva de queda de margem”, afirma, devido à elevação dos custos de materiais.

    No Imobi, já explicamos o que levou a essa alta nos materiais da construção civil.

    Reportagem do Valor afirma que a MRV está se preparando para voltar ao trabalho presencial. Pelo menos 85% da força de trabalho administrativa deve manter o trabalho presencial pós-pandemia.

    Ainda sobre a incorporadora, Rafael Menin, co-presidente da MRV, participou do Construcast, podcast do Infomoney. Destacamos o trecho que Menin trata sobre renovação do negócio: “Vamos criar uma startup, que vai crescer e pode ser que mate o nosso negócio principal. Não tem problema desde que isso seja feito dentro de casa”.

    Se você é fã de podcasts, o Imobi tem uma novidade boa: o nosso novo podcast, Semana Imobi. Nas sextas-feiras, trazemos um resumo sobre as notícias mais lidas da semana, comentadas por parte da equipe que produz esta newsletter que você lê. É gratuito, no Spotify.

    Os principais fundos imobiliários brasileiros tiveram o melhor desempenho desde o início da pandemia, no mês de outubro. Além disso, os FIIs alcançaram a marca de 1 milhão de investidores. A vacância dos imóveis comerciais e escritórios ainda preocupa, então o setor que se destaca nos FIIs são os galpões logísticos.

    Imobiliárias

    Em crescimento desde o início da pandemia, as buscas por imóveis no Google deram um salto ainda maior em outubro. Em comparação com o mesmo período de 2019, a procura por aluguel subiu 70%, enquanto as buscas por compra/venda subiram 73%. Essa alta é maior até mesmo do que a oscilação registrada em janeiro, mês considerado historicamente o mais movimentado no mercado imobiliário.

    Com a Black Friday, a tendência é que esses números aumentem ainda mais em novembro. Ainda de acordo com dados do Google, a intenção de comprar ou alugar na Black Friday subiu 15% neste ano. 

    Em seu quinto resultado negativo consecutivo, o preço médio do aluguel fechou o mês de outubro com queda de 0,12%, de acordo com o Índice FiepZap. Assim como nos últimos quatro meses, a variação do aluguel ficou abaixo da inflação. Para entender um pouco mais sobre o assunto e os principais índices que medem a inflação no país, a Folha de S. Paulo publicou um artigo de Marcia Dessen, no qual ela explica em detalhes as diferenças entre IPCA, IGP-M e outros indicadores

    Na última semana, gerou polêmica entre os corretores uma reportagem de O Globo sobre estratégias de indicação, cada vez mais comuns no mercado imobiliário, que premiam em dinheiro pessoas que indicam imóveis para vender ou alugar. O Imobi foi ouvir o que os Crecis têm a dizer sobre os programas de indicação de imóveis. Para os conselhos, esta tarefa e a remuneração são parte do trabalho dos corretores, o que tornaria a prática ilegal. Já profissionais do mercado argumentam que indicação é diferente de corretagem.

    Um novo entendimento sobre a cobrança do ITBI pode ter grande impacto nas operações imobiliárias. Para entender melhor quais mudanças podem vir por aí, vale a pena ler o artigo de Marcelo Guaritá e Eduardo Ramos, publicado pelo Valor, no qual os advogados explicam em detalhes todos os desdobramentos que podem decorrer de um julgamento de recurso pelo STF. 

    Já pensou em trabalhar com imóveis retomados? Esse nicho de mercado acabou se tornando uma grande oportunidade de negócios durante a pandemia. Em matéria publicada no Imobi Report, corretores especializados em retomados explicam como funciona o mercado e dão dicas para quem quer se aventurar nesse nicho. Como o mercado de retomados tem relação direta com financiamento imobiliário, é importante saber mais sobre o assunto também. Em artigo publicado no Estadão, Marcos Valença faz um apanhado histórico do crédito imobiliário no Brasil. Para quem não lembra, está muito em linha com o histórico da política habitacional no país, que já foi pauta no Imobi.

    Também no Imobi, novo artigo de Liana Vargas traz mais informações sobre direito de laje, um tema em alta no direito imobiliário. Liana compartilha sua experiência real: “Ao estudar a Regularização Fundiária Urbana e o Direito de Laje, virei fã de carteirinha e resolvi encarar o desafio da criação do primeiro imóvel laje da minha cidade”. Vale a leitura.

    Techs

    Em tramitação no Senado Federal, o PL 2.876/10 pode revolucionar o sistema de registros públicos no Brasil. O projeto de lei propõe o uso da tecnologia blockchain para que toda a certificação da documentação seja feita pela internet, com mais segurança, transparência e rapidez. O projeto prevê a alteração na Lei de Registros Públicos para acrescentar a obrigatoriedade de que cada registro imobiliário também seja feito no Sistema Eletrônico de Blockchain Nacional de Registro de Imóveis, a ser disponibilizado pelo Conselho Nacional de Justiça.

    A Yuca está com novidades. A startup está lançando uma plataforma na qual é possível comprar um apartamento gerenciado por ela (modalidade buy to rent) ou adquirir cotas de uma anuidade via crowdfunding. Com isso, a empresa pretende dar maior liquidez para proprietários que já fazem parte da plataforma.

    Pressionado pelos impactos da Covid-19, o Airbnb rompeu anos de resistência à abertura de capital e finalmente decidiu se entregar ao mercado de ações, realizando IPO na Nasdaq no próximo mês. Em matéria publicada nesta semana, o Seu Dinheiro mostra cinco fatos sobre esta, que é considerada a oferta de ações mais improvável de 2020.

    Mundo

    Nos Estados Unidos, um setor que está movimentando o mercado imobiliário é o da segunda moradia. Os americanos mais abastados estão investindo no imóvel para férias e o interesse em residências secundárias cresceu duas vezes mais rápido do que nas residências principais.

    Como no Brasil, o movimento evidencia a desigualdade no país. O desemprego segue alto e o Governo Federal baixou as taxas de juros para movimentar a economia, o que resultou em uma queima de estoque de imóveis. Então, os preços voltam a subir e dificultam o acesso à casa própria para famílias de rendas mais baixas.

    A The Economist lançou o relatório das cidades mais caras do mundo em 2020. O top 3 atualmente é Zurique (Suíça), Paris (França) e Hong Kong (China). Cingapura, que no último ano estava no primeiro lugar, caiu de posição para quarto, pois muitos estrangeiros deixaram a região com a pandemia. As cidades mais caras do Brasil continuam sendo São Paulo e Rio de Janeiro, mas ambas também caíram 23 pontos de posição.

    Estamos de Olho

    No Dia da Consciência Negra, celebrado na última sexta-feira, o Google for Startups Brasil anunciou que fez um investimento de R$ 5 milhões em seis startups brasileiras fundadas e lideradas por empreendedores negros. Entre as empresas que receberam o incentivo, está a LegAut. Usando Inteligência Artificial e machine learning, a empresa se propõe a reduzir a burocracia, realizando em até um dia o que um despachante imobiliário faz manualmente em uma semana. Aqui no Imobi, já explicamos como funciona o trabalho do despachante, você lembra?

    Na Folha de S. Paulo, reportagem mostra que sete em cada 10 brasileiros que moram em casas com algum tipo de inadequação são pretos ou pardos, segundo o levantamento Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE. Wania Sant’Anna, historiadora e vice-presidente do Ibase: “A distribuição de renda absurdamente desigual nesse país solapa a população preta e parda, que se vê obrigada a morar de maneira adensada, em casas sem banheiro, com água intermitente e sem condições sanitárias”. Vale a leitura.

    O Estadão reuniu as regras de como devem ser as casas de programas habitacionais. São algumas normas que têm como objetivo garantir qualidade construtiva, como estrutura e metragem mínima, infraestrutura de energia elétrica, esgoto e água.

    No UOL, dicas para alugar uma casa no fim de ano. Procurar com antecedência, adiantar com o proprietário políticas de cancelamento, estar atento a aspectos de higiene e segurança estão entre elas.

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