Assine o Imobi Report e saiba primeiro as principais notícias do mercado imobiliário

Os novos limites para o crédito imobiliário​
Você também pode se interessar:

Os novos limites para o crédito imobiliário​

10 mar 2026
Última atualização: 09 março 2026
Imobi Report
Imobi Report
9 min
Os novos limites para o crédito imobiliário​

Conheça as novas presenças confirmadas no CUPOLA Summit 2026 e resgate seu acesso como assinante do Imobi Report

Na última semana, o noticiário destacou anúncios de ampliação do crédito imobiliário, tanto no segmento econômico como no alto padrão. A proposta para o Minha Casa Minha Vida prevê o aumento do teto de renda em todas as faixas. Na Faixa 1, por exemplo, subiria de R$ 2.850 para R$ 3.200, enquanto na modalidade voltada à classe média, o teto passaria de R$ 12 mil para R$ 13 mil. O valor dos imóveis financiáveis também deve ser elevado: na Faixa 3, o limite subiria de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e na faixa da classe média, o teto chegaria a R$ 600 mil, ante os R$ 500 mil atuais. A mudança ainda depende de aprovação do conselho curador do FGTS. (CNN)

A Caixa também reabriu as contratações pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) para imóveis com valor superior a R$ 2,25 milhões. A retomada foi viabilizada por mudanças promovidas pelo Banco Central em 2025 nas regras do depósito compulsório, que ampliaram a disponibilidade de recursos do SBPE. (Globo)

Financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram R$ 12,1 bilhões em janeiro de 2026, uma queda de 8,2% em relação a janeiro de 2025 e de 28,4% frente a dezembro. Apesar do recuo, o volume representa o quarto melhor resultado para um mês de janeiro na série histórica. No acumulado de 12 meses, os financiamentos atingiram R$ 155,2 bilhões, uma retração de 15,7% em relação ao período anterior. O número de unidades financiadas também caiu, com 35,7 mil imóveis em janeiro, queda de 5,5% na comparação anual. Como reflexo da menor disponibilidade de fundos da poupança, as operações com recursos livres ganharam força, somando R$ 2,26 bilhões no mês, uma alta de 3,5% em relação a janeiro de 2025. (Valor Econômico)

Apesar das boas novas, o presidente do Instituto das Cidades e fundador da Holding Sindona, Bruno Sindona, levanta um alerta: o problema não é mais vender, e sim produzir. Segundo ele, o modelo de financiamento atual é focado no projeto específico, na unidade, e não na capitalização da indústria da construção para que ela possa se modernizar e ganhar escala. Esse gargalo produtivo é agravado por um cenário de juros – ainda – elevados. Com a taxa Selic em 15% ao ano e juros reais acima de 9%, o custo do tempo tornou-se um fator econômico determinante. (Estadão Imóveis)

Construção e Incorporação

Tenda registra lucro líquido de R$ 104,6 milhões no 4º tri. O resultado foi cinco vezes maior que o mesmo período de 2024. Para sustentar este crescimento e driblar a escassez de mão de obra, a construtora aposta em um modelo produtivo inspirado na indústria automotiva, com kits pré-fabricados e equipes especializadas por etapa. Com o cenário positivo para o MCMV, a Tenda projeta “crescer o máximo possível” em 2026, calculando que as novas regras do programa darão a seus clientes, em média, R$ 4 mil a mais em poder de compra, margem que pode ser usada para repassar eventuais altas de custos. O desafio, no entanto, persiste na divisão Alea (casas pré-fabricadas), que acumulou R$ 99 milhões em desvios de custo em 2025 e gerou um prejuízo de R$ 50,2 milhões no último trimestre. (Exame, Valor Econômico, Istoé Dinheiro, Estadão RI)

SP impõe regras na publicidade para evitar desvios nas HIS. Após investigações sobre desvios na finalidade de Habitações de Interesse Social (HIS) em São Paulo, a prefeitura passou a exigir que construtoras e imobiliárias identifiquem os imóveis populares com “publicidade ostensiva” em todo material de venda. A medida, regulamentada em fevereiro, busca evitar que unidades sejam vendidas a investidores ou a clientes com renda superior à permitida por lei. O descumprimento das novas regras de sinalização pode acarretar, no limite, à revogação dos benefícios fiscais concedidos aos empreendimentos. (Estadão, Folha)

Construtoras condenadas por vagas pequenas demais. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação de duas construtoras por entregarem um imóvel com vagas de garagem menores que o mínimo exigido pela lei municipal. Uma perícia constatou que os espaços mediam 2,28 m e 2,30 m, enquanto a norma exige 2,50 m de largura. A Justiça rejeitou o argumento de tolerância de 5% previsto no Código Civil, aplicando o Código de Defesa do Consumidor. A decisão estabeleceu que a inadequação configura dano material, por desvalorizar o imóvel, e fixou uma indenização de R$ 10 mil por danos morais, já que, no caso que originou a ação, a proprietária precisou trocar de carro para conseguir utilizar a garagem. (Estadão)

Vendas e Locação

A cultura de IA nas imobiliárias. A adoção da inteligência artificial no mercado imobiliário ainda é vista de forma pontual, como uma ferramenta isolada, e não como um pilar estratégico integrado à operação. Segundo Dioner Segala, consultor da CUPOLA, essa percepção limitada leva à frustração, pois as empresas tentam adaptar a tecnologia aos processos existentes em vez de redesenhá-los. Para que a IA gere resultados efetivos, é necessária uma mudança cultural com mentalidade “AI FIRST”, onde, diante de um problema, a primeira pergunta seja “Como a IA pode me ajudar a resolver isso?”. Sem essa virada de chave, que deve partir da liderança, as imobiliárias correm o risco de ter seus processos e tecnologias ultrapassados. (Imobi Report)

Modo Avião com Bruno Cassarolla. Focada em lançamentos de alto padrão na zona sul do Rio de Janeiro, a imobiliária Apartamentos Rio registrou um crescimento de 730% em cinco anos, elevando seu Valor Geral de Vendas (VGV) anual de R$ 36 milhões para mais de R$ 300 milhões. O avanço da empresa foi impulsionado por mudanças no plano diretor da cidade, que passaram viabilizaram a construção de apartamentos compactos. Esse produto atendeu a uma demanda reprimida de investidores, majoritariamente de fora do estado, que buscam unidades para locação de curta temporada e uso próprio. (Leia um resumo deste caso no Imobi Report ou assista ao episódio completo pelo Youtube ou Spotify)

Auxiliadora Predial anuncia a aquisição da Imobiliária Muck. O movimento faz parte da estratégia de expansão do grupo no mercado de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. A aquisição reforça a atuação da Auxiliadora Predial em administração de condomínios e locações na região, ampliando sua carteira e oferecendo aos clientes da Muck acesso a novas tecnologias e maior visibilidade para seus imóveis. . (Imobi Report)

Santander comprou um terreno de R$ 1,7 bi. Em uma das maiores transações de escritórios dos últimos anos, o Santander decidiu comprar sua nova sede em São Paulo, contrariando a tendência de locação predominante no mercado corporativo. O banco adquiriu o futuro Campus JK, empreendimento com 58 mil m² de escritórios que será erguido no terreno do antigo hipermercado Extra, na Avenida Juscelino Kubitschek. O valor do ativo é estimado em R$ 1,7 bilhão, considerando o preço médio de R$ 30 mil por metro quadrado na região. (Exame)

📈RE/MAX cresce mais de 40% em MG e projeta manter ritmo em 2026 (Imobi Report)

💸 Imóveis de 1 dormitório disparam e puxam alta de preços em fevereiro (Money Times)

Mundo

Vem aí o novo prédio mais alto do mundo. As obras da Jeddah Tower, na Arábia Saudita, foram retomadas com previsão de inauguração para agosto de 2028. O arranha-céu terá cerca de 1 quilômetro de altura e 130 andares, qualificando-o como o mais alto do mundo, superando o Burj Khalifa, em Dubai. O projeto neofuturista faz parte da iniciativa “Visão 2030” do governo saudita, que busca diversificar a economia e a cultura do país. (Terra)

Vorcaro é acusado de desviar dinheiro para comprar mansão. Um imóvel de 2,35 mil metros quadrados em Orlando, Flórida, está no centro de uma disputa judicial nos EUA. O liquidante do Banco Master acusa a família Vorcaro de usar R$ 180 milhões, supostamente desviados da instituição, para comprar o imóvel em 2023. A transação foi, na época, a mais cara já registrada na cidade. A propriedade foi vendida pelo empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva, fundador da escola de inglês Wise Up. (Globo)

Como Tóquio segura o valor dos imóveis. A capital do Japão se destaca como uma das poucas metrópoles que conseguiu manter os preços dos imóveis relativamente baixos O segredo estaria na construção em larga escala. Tóquio constrói mais moradias por ano do que toda a Inglaterra. Esse volume é possível devido ao controle centralizado do governo nacional sobre as leis de zoneamento e construção, que se sobrepõe à burocracia local e permite uma oferta contínua de novas unidades, equilibrando a demanda e controlando os preços a longo prazo. (Terra)

Estamos de olho

O perfil da inadimplência no mercado de aluguel mudou? Os atrasos, que em 2025 se concentravam em imóveis de alto padrão, agora estão mais presentes em contratos de valores menores . A mudança reflete a maior vulnerabilidade de famílias de baixa renda, cujo aluguel consome mais de 30% do orçamento. (Veja)

“Pejotização” dos locadores. A reforma tributária está acelerando a criação de holdings imobiliárias, com um aumento estimado em 30%. A estratégia reduz a carga de impostos sobre aluguéis, que para a pessoa física pode chegar a 35,9%, enquanto para pessoas jurídicas ficaria em torno de 19,28%.  (ABECIP)

O custo médio do condomínio no Brasil subiu 6,8% em 2025. Foi um avanço de 59,6% acima da inflação oficial (IPCA) de 4,26%. O valor médio do boleto atingiu R$ 828,13, o que compromete 51,1% do salário mínimo atual. As taxas mais altas estão no Nordeste (R$ 885,08), e as mais baixas, no Sul (R$ 661,26). A inadimplência é maior nos condomínios com taxas mais baixas, com índice de atraso em 9,96% nos boletos de até R$ 500, contra apenas 4,53% naqueles acima de R$ 1 mil. (JC, Valor Investe)

90% das pesquisas subestimam a elevação dos oceanos. Ao analisar 385 pesquisas globais, um estudo publicado na revista Nature indica que o nível real dos oceanos está, em média, 26 centímetros acima do que as simulações locais presumem. O erro ocorre porque os modelos não consideram fatores como ventos e correntes, o que indica que a vulnerabilidade de imóveis e infraestruturas em áreas litorâneas pode ser significativamente maior do que o projetado atualmente. (Globo)

Agenda

Esquenta AB2L. Evento sediado pela Arbitralis acontece no dia 11 de março, em São Paulo. Com executivos do Airbnb e da Porto, o painel central discutirá como a experiência do cliente pode ser transformada em vantagem competitiva para empresas, incluindo as do setor imobiliário. (Esquenta AB2L)

Circuito Lais em Ribeirão Preto. O encontro itinerante para decisores do mercado imobiliário discutirá como utilizar dados e inteligência artificial para impulsionar o crescimento em 2026, com a presença de especialistas, como Guilherme Machado. O Circuito Lais acontece no dia 17 de Março, das 9h às 12h30. (Lais)

Gestão de estoques na Imersão CUPOLA Lançamentos. Este treinamento intensivo apresenta as estratégias reais de algumas das operações mais lucrativas do país, unindo conteúdo técnico, mentorias e visitas exclusivas a grandes players do setor. Conheça o programa do encontro, que ocorre de 15 a 17 de junho, em São Paulo. (Imersão CUPOLA Lançamentos)

Gostou do conteúdo?

O que achou desse texto?

Escreva aqui uma sugestão ou comentário para o nosso time de redação.

Continuar
Obrigado por sua opinião!

Tudo certo! Continue acompanhando os nossos conteúdos.

Acesso rápido

Assine e faça parte da comunidade Imobi! É gratuito!

Aproveite as vantagens e benefícios de ser um assinante da plataforma Imobi Report. Acesse os nossos conteúdos exclusivos, receba descontos em eventos e participe das nossas comunidades.

  • Quero saber quais as vantagens que vou ganhar primeiro.

Newsletter gratuita

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do mercado imobiliário